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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu dei uma última olhada no chalé antes da porta fechar e o Anderson e eu termos que sair da nossa bolha. Eu respirei fundo, parecia estar tudo igual, eu ainda era a mesma, só me sentia mais consciente do meu corpo, como se agora eu conhecesse de verdade uma parte dele que eu apenas sabia que existia. Mas afinal havia uma coisa diferente, e uma coisa importante: entre o Anderson e eu havia muito mais cumplicidade, algo como um reconhecimento no olhar. Mas eu sabia que isso era porque havia amor entre nós.

- Está pronta para ir? - O Anderson me perguntou, passando um braço na minha cintura. - Se você quiser nós podemos passar o dia.

- Não, podemos ir. - Eu me virei para ele com um sorriso. - Obrigada, pelo fim de semana, por ter sido tão atencioso, tão carinhoso.

- Isso é o mínimo que um namorado faz, Ferinha. Além do mais, eu tenho a namorada mais linda, mais carinhosa e mais perfeita do mundo. - Ele me deu vários beijos pelo rosto. - Nós podemos voltar sempre que você quiser.

- Eu vou gostar. - Eu sorri me pendurando no pescoço dele para um último beijo no nosso paraíso nas montanhas.

No retorno para a cidade eu me dividi entre dois mundos. Por um lado, eu sentia falta do isolamento das montanhas nos braços do Anderson; por outro, eu estava ansiosa para voltar para a nossa realidade, porque eu me sentia muito mais confiante, muito mais à vontade na minha pele, muito mais... eu! Eu não era mais apenas a "Ferinha", eu era uma mulher que tinha descoberto o próprio mapa, que tinha descoberto a si mesma, seus próprios desejos e vontades. Estranho ou não, isso me dava muito mais segurança, porque eu não me sentia mais uma menina indecisa.

Assim que nós entramos no apartamento o meu celular tocou. Era o meu pai. Eu queria que ele tivesse demorado um pouco mais a ligar.

- Oi, pai! - Eu atendi enquanto o Anderson levava a minha mochila para o quarto.

- Oi, Gi. Vocês já chegaram? Pensei que pudéssemos almoçar juntos, eu, você e o Gracinha.

- Nós acabamos de chegar, pai. - O Anderson voltou para a sala e eu falei sobre o convite.

- Vai você almoçar com o seu pai, ele deve estar sentindo a sua falta. Eu vou aproveitar para sar uma olhadinha no meu apartamento. - O Anderson sugeriu e eu marquei com o meu pai, que fez questão de me buscar em casa.

Mais tarde, quando o meu pai chegou para me buscar e eu pisei na calçada, ele estava fora do carro e abriu os braços e um sorriso para me receber. Eu mergulhei no conforto do abraço dele. Eu sentia falta de vê-lo todos os dias, mas com o trabalho e a faculdade, eu acabava indo visitá-lo apenas aos finais de semana. Ele me levou ao nosso restaurante favorito, um lugar onde nós já havíamos compartilhado muitas histórias.

- Você está radiante, minha filha. O ar da montanha te fez bem. Ou será que quem colocou esse brilho aí nos seus olhos foi o Gracinha? - O meu pai me olhou por cima da taça de vinho com aquele sorriso de quem sabe muito mais do que diz.

- É sempre ele que faz meus olhos brilharem. - Eu sorri como se contasse uma grande novidade, mas aí eu encarei o meu pai bem séria. - Ele é o melhor, pai. Obrigada por confiar nele. E em mim.

- Eu confio mais nele. - O meu pai brincou. - Sério, Gi, eu confio no caráter dele. E na sua escolha. Eu te criei para fazer as suas próprias escolhas, eu tenho que confiar que fiz um bom trabalho. - Ele disse, com uma seriedade amorosa que me fez segurar a mão dele sobre a mesa. - Quer me contar como foi?

- Você não está preparado para saber, pai. - Eu sorri. - Mas foi perfeito, romântico e muito mais do que eu esperava. Ai, pai, o Gracinha é incrível e ele...

- Chega! Já é suficiente. Eu realmente não estou preparado para saber. Só fico feliz que ele não tenha te traumatizado. - Meu pai declarou e eu comecei a rir.

- Ah, pai, com certeza ele não me traumatizou...

- Giovana, dá uma segurada. - Meu pai falou de um jeito cômico, ele realmente não aguentava muita coisa.

- Não vejo a hora de contar tudo pra Hana. E agradecer pelas dicas que ela me deu. - Eu falei e o meu pai murchou na cadeira.

- Ai, meu Deus, se a minha doida deu dicas... tenho pena do Gracinha! - Meu pai deu um sorriso como se lembrasse de algo bom. Mas logo voltou para a realidade. - Bom, já sei do seu fim de semana, agora quero te falar de uma outra coisa... o show que você e a Bianca deram no bar foi o assunto do fim de semana. O faturamento daquele dia dobrou e os clientes ficaram perguntando quando vocês se apresentam de novo. Eu não pensei que ia fazer tanto sucesso.

- Pois é, olha que engraçado, só hoje eu percebi que tinha uma chave a mais no meu chaveiro, porque nos últimos dias eu estava muito ocupado preparando uma surpresa. Mas eu fiquei me perguntando de onde ela era e como ela foi parar ali. E aí eu me lembrei de uma coisa, só a minha Ferinha poderia ter colocado uma chave no meu chaveiro. - Ele colocou o notebook de lado e abriu os braços para que eu sentasse no seu colo e depois que eu me sentei ele continuou: - E então, sabendo quem colocou, eu me dei conta de que essa chave só podia ser de um lugar. Eu resolvi arriscar e olha, aqui estou!

O sorriso no rosto dele era contagiante.

- Que bom que você arriscou!

- Desde quando essa chave está comigo? - Ele perguntou dando um beijo no meu queixo.

- Desde o dia que eu troquei o perfume. Lembra? Eu usei o seu carro. - Eu expliquei e ele fez que sim, enquanto me dava beijinhos pelo rosto.

- Eu adorei a surpresa, Ferinha! Obrigado! - Ele me deu um beijo na boca, um beijo de quem tinha sentido saudade. - Sobreviveu ao interrogatório do meu sogro?

- Sobrevivi. E trago notícias que vão testar o seu coração de gerente, Gracinha! Meu pai vai fazer uma pequena mudança no bar. - Eu contei, entrelaçando meus dedos na sua nuca. - Mas as notícias podem esperar.

- Podem? - Ele arqueou uma sobrancelha, as mãos descendo para a minha cintura.

- Podem. No momento, eu estou mais interessada em praticar o que aprendi nas montanhas. Sabe... para não esquecer alguns detalhes importantes.

O Anderson riu, aquele som rouco que me arrepiava inteira, e me puxou para um beijo que não tinha nada de "responsável" e as mãos já desfazendo os botões da minha blusa. Nós fizemos amor ali mesmo, naquele sofá que já tinha sido palco de tantos amassos, com a luz da tarde invadindo a sala, sem a pressão da "primeira vez", apenas com a cumplicidade de pertencermos um ao outro.

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