"Anderson"
A Maya era uma folgada, eu já havia cansado de dizer a ela que não gostava de ser abraçado e muito menos de ser chamado de "Andi", mas ela se fazia de boba e continuava com aquela invasão ao meu espaço pessoal e quando eu reclamava ela dizia que "era o jeito dela, que era assim com todos e não via mal algum". Mas eu via um mal enorme e a minha ferinha com certeza estava vendo o próprio diabo naquele momento.
- Me solta, Maya! Já te falei que não gosto disso e nem te dei esse liberdade. - Eu tentei me livrar da garota que parecia ter tentáculos e não braços.
- Ai, Andi, não seja mal humora... - Ela começou a falar, mas não teve tempo de terminar.
- Ele não é mal humorado não, oferecida, ele é comprometido! - A Giovana falou alto e claro segurado o pulso da garota e a afastando de mim.
A garota olhou para a Giovana, de cara fechada, como se fossem começar a discutir.
- Essa é a sua namorada, Andi? Encontrou no jardim de infância? Ela não deveria estar na cama tomando um leitinho morno? - O sorrisinho cínico da Maya quando pusou o pulso da mão da Giovana enquanto a encarava me deixou irritado.
- Você não tem respeito nem pelas pessoas e nem por si mesma, Maya? Sim, ela é a minha namorada! E ela pode estar onde ela quiser, principalmente ao meu lado. - Eu respondi e dei um leve aperto na cintura da Giovana a mantendo bem agarrada a mim.
- Ai, Andi, não é assim que você me trata longe dela. - A Maya riu e tentou me tocar, mas a Giovana entrou na frente com o dedo no nariz dela.
- Olha só, coisinha, nem adianta tentar esse papinho furado, eu conheço muito bem o meu namorado e confio nele o suficiente para saber que ele não te dá moral nenhuma. Mas eu posso te dar muita moral e te arrastar pelos cabelos até lá fora. Quer testar? - A Giovana falou com um sorriso e a voz mansa de um jeito que me deixava preocupado, porque ela faria o que disse.
- Ih, Anderson, sua namoradinha é bravinha, hein?! Mas é uma gatinha! - O Tales se aproximou.
O Tales e a Maya faziam várias matérias na minha turma na faculdade, eu até não tinha problema com o Tales, mas ele achava o máximo tudo o que a Maya fazia e vivia justificando as atitudes dela e forçando sua presença no grupo.
- Tales, sem gracinha com a minha namorada! - Eu avisei e ele colocou as mãos para cima, demonstrando ter entendido.
- Vamos, cara, tem uma galera da faculdade ali, vamos lá. Aí você apresenta sua namorada pra todo mundo. - O Tales convidou.
- Ai, Tales, o que você acha que essa menininha vai fazer no meio de universitários? - A Maya riu. - Andi, você pelo menos vai lá cumprimentar todo mundo.
A Maya colocou a mão no meu braço, mas a Giovana foi rápida em agarrar o pulso dela de novo e afastá-la de mim.
- Pra você é Anderson! - A Giovana deu um passo mais perto da Maya.
- Nossa, Andi, logo você namorando uma barraqueira?! - A Maya balançou teatralmente o rabo de cavalo longo que estava preso no alto da cabeça. - Olha aqui, menininha, se controla ou eu vou reclamar com o dono desse lugar e vai ficar ruim é para o Andi, afinal ele trabalha aqui.
- Ah, quer saber, reclama mesmo com o dono, vamos chamá-lo aqui. - A Giovana juntou as duas mãos e sorriu.
- Algum problema por aqui? - O Rafael apareceu ao nosso lado, acompanhado pelo Flávio e pelo Rubens.
- Sabe o que isso quer dizer, não sabe coisinha? - A Giovana estava sorrindo como se falasse com uma amiga. - Vou te explicar, o dono so bar é meu pai, o chefe da segurança é meu tio e o delegado é meu melhor amigo. Claro, o gerente é meu namorado. E agora que você já conhece todo mundo, vai, conta para o meu pai que eu estou te enquadrando porque você é uma oferecida folgada que está dando em cima do meu namorado.
Eu olhei para a Giovana orgulhoso, minha namorada estava calma e defendendo o que era dela com segurança, enquanto a chata da Maya eu não sabia se estava tendo uma crise de pânico, um ataque de arrependimento ou um derrame, porque os lábios tremeram, a palpebra do olho direito parecia latejar e ela não conseguia formar uma palavra inteligível.
- Ela é mesmo uma oferecida folgada, Ferinha. Mas ela está perdendo o tempo dela não está? - Eu dei um beijo na lateral da cabeça da Giovana que se virou pra mim.
- Claro que está, você é meu! - A Giovana passou os braços em meu pescoço e me beijou sem nenhum pudor. Minha namorada estava ficando boa nisso de me beijar para afastar as outras.
- Só seu, minha linda! - Eu confirmei e a abracei pela cintura.
- Maya, agora chega, vamos voltar para a mesa. - O Tales segurou o braço da Maya. - Desculpa aí, Anderson, sabe como a Maya é, às vezes ela passa um pouquinho do ponto, mas não é por mal.
- Não, Tales, ela não passa só um pouquinho do ponto não e nem tem justificativa. Ela é inconveniente e sabe disso. Eu já cansei de avisar que não gosto que ela me chame de Andi e detesto que me toquem. Então dá uns conselhos para a sua amiga e a mantenha longe de mim.
- Não vai acontecer de novo. Vamos marcar alguma coisa um dia desses, pra você apresentar sua namorada pra galera. Moça, foi mal tá, não leva a Maya a sério. - O Tales ofereceu uma desculpa sem graça para a Giovana que sorriu gentilmente para ele.
- Ah, eu não levo esse tipo a sério não. Pode marcar com a galera, vai ser um prazer conhecer vocês. - A Giovana respondeu sorridente.
Mas enquanto o Tales e a Maya se afastavam, eu já estava preocupado era com o que ia dar história.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...