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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu saí do auditório sentindo o ar fresco da tarde e o gosto doce da vitória. Eu tinha acabado com a Maya e estava me sentindo leve e cheia de energia. Nós nos despedimos do juiz, do advogado e do Bonfim e seguimos para o outro lado do estacionamento. Eu caminhava ao lado do Anderson, sentindo a adrenalina do auditório ainda correndo no meu corpo. O Rui vinha logo atrás com o Flávio, tagarelando sobre como tinha sido hilário ver a cara da Maya "despencar" ao ver os meus "assistentes técnicos.

Mas quando nos aproximamos do estacionamento da faculdade o clima mudou, era possível ouvir os gritos da Maya e o tempo parecia fechado como num dia de tempestade.

- Eu transmiti tudinho para o Rafael e os meus pais. - O Rui ria, mas parou abruptamente quando dobramos o corredor de carros e as vozes altas nos atingiram.

À frente, ao lado de um sedã preto luxuoso, o "espetáculo" continuava. Mas dessa vez, a Maya não era a protagonista. O pai dela estava com o rosto vermelho, gesticulando freneticamente enquanto a filha tentava, em vão, se defender.

- Você me fez parecer um idiota, Maya! - A voz dele ecoou, cortante. - Me arrastou para cá jurando que me deixaria orgulhoso. Mas o que você fez? Fez todos nós perdermos tempo enquanto você contestava uma tese que já está consolidada nos tribunais. Você não estuda? Ou só queria me usar para intimidar uma caloura que é claramente mais brilhante que você?

- Pai, ela é só uma fraude, uma garotinha se achando importante. Você não precebe que ela armou pra mim? Eu aposto que aqueles amigos dela fizeram tudo por ela e ela só decorou o discurso. - A Maya argumentou e eu já me irritei. Eu não era como ela! Eu estava estudando bastante, mesmo com a ajuda do Flávio e dos outros, eu fiz o trabalho pesado.

- Pelo menos ela não bancou a idiota! Maya, aqueles quatro homens que a apoiaram não são tolos. Eles são a elite no nosso mundo jurídico, são referência! Nenhum deles apoiaria aquela moça se ela não fosse altamente capaz. - O pai da Maya esfregou o rosto.

- Pai, você não está sendo justo comigo... - A Maya começou a falar, mas o pai a cortou.

- É o seguinte, Maya, eu conversei com o coordenador rapidamente e marquei uma reunião para amanhã, mas pelo que eu soube, você está passeando nessa faculdade ao invés de levar isso aqui a sério. E está me enrolando por três anos, Maya! Três anos de muitas matérias repetidas sem que eu soubesse e muita displicência. Sabe como eu me sinto? Um idiota, Maya! Eu não vou falar mais nada com você hoje. Primeiro eu vou me informar direitinho sobre o que anda acontecendo nessa faculdade. Amanhã, depois que eu souber de tudo, aí nós vamos conversar.

Eu me senti mal por presenciar aquilo, mas era impossível não ouví-los. Eu tentei passar direto, mas a Maya me viu. O ódio nos olhos dela era palpável, uma mistura de humilhação e desespero que transbordou no momento em que me viu.

- Você! - Ela gritou, partindo na minha direção como se quisesse arrancar os meus cabelos. - Você armou isso! Você e o seu "amiguinho" de estimação!

Eu não tive tempo de pensar. Quando ela avançou, meu corpo agiu por memória muscular de quem treinava defesa pessoal há muito tempo. A Giovana que resolvia os problemas na força não tinha ido embora. Em um movimento fluido, eu me esquivei do punho que ela lançou cegamente contra mim, segurei seu pulso e o girei, pressionando o corpo dela contra o capô do carro mais próximo sem me importar com a quantidade de força aplicada.

- Escuta aqui, Maya... - Eu sussurrei perto do ouvido dela, enquanto ela bufava imobilizada. - Eu acabei com você nos argumentos diante da faculdade inteira. Não me obrigue a acabar com você na força bruta. Acredite eu posso e você não vai gostar de experimentar.

- Me solta! Você está me machucando, sua louca! - A Maya gritou, a voz abafada contra o metal do capô do carro que estava quente pelo sol da tarde.

- Louca? - Eu ri. - Já me chamaram de coisa pior. Para de gritar, eu só estou te segurando, Maya. O que está doendo é o seu ego ferido. - Eu respondi, mas não a soltei. - Se eu puxar um pouco mais pra cima, vai doer. - Eu puxei o braço dela mais e ela gritou. Então, só para que ela pensasse antes de tentar me agredir de novo, eu ameacei: - E se eu puxar mais e mais rápido, seu braço vai quebrar. Quer ver?

- Gi, chega. Vamos embora. - O Anderson se aproximou, colocando a mão no meu ombro. Eu senti a tensão no corpo dele, ele estava pronto para intervir, mas o olhar dele para a Maya era de puro desprezo. - Ela não vale o seu tempo. Nem o seu esforço.

- É isso aí, amiguinha. Deixa a moça resolver os problemas com o pai dela, ela já tem muitos. - O Flávio comentou, lançando um olhar de autoridade para o pai da Maya, que apenas acenou com a cabeça, em um pedido mudo de desculpas.

Eu soltei o pulso dela com um empurrão leve, apenas o suficiente para que ela cambaleasse enquanto tentava se reequilibrar. O pai dela assistia a tudo em um silêncio mortificado. Ele não moveu um dedo para defendê-la, eu não sabia se ele estava ocupado demais processando a vergonha ou se estava deixando a filha aprender uma lição.

- Ah, não perco isso por nada, amiguinha! E olha, eu estou muito orgulhoso de você! - O Flávio se despediu e foi em direção àquele carro gigante que ele dirigia.

O bar estava lotado e o som da banda estava no talo. Assim que me viu, a Hana veio correndo me abraçar.

- Giiii! Os seus vídeos estão bombando na internet! - Ela gritou, radiante. Você é o assunto de hoje!

- Meus vídeos? - Eu perguntei franzindo as sobrancelhas.

Meu pai surgiu atrás dela.

- Sim, Giovana Maria, os seus vídeos! Estão chamando de "tribunal do abate" a parte do auditório e a parte do estacionamento de "clube da luta". Você tem alguma coisa a dizer, Giovana? Porque eu me lembro de você prometer não agir com força física mais, não usar os seus conhecimentos de luta para brigar na rua. - Meu pai me encarou com seriedade.

- Pai, eu só me defendi. Eu prometi e eu não estou sendo uma doida que sai por aí brigando, mas eu também não vou apanhar. - Eu argumentei e ele olhou para o Anderson que apareceu ao meu lado como se previsse o que estava acontecendo.

- Rafael, dessa vez ela só se defendeu. - O Anderson garantiu e o meu pai o encarou por um momento.

- Nele eu confio! - O meu pai apontou para o Anderson e me encarou. - Gi, eu estou orgulhoso de você! - Meu pai me deu um abraço apertado. - Agora se apressa para servir a minha mesa VIP, tem um monte de autoridade ali com sede e você prometeu que os serviria pessoalmente. - Meu pai apontou para a mesa onde a família estava toda sentada, junto com os meus "assistentes técnicos". E você fica devendo o whisky para o seu amigo, porque a conta hoje quem paga é o papai orgulhoso!

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