"Bianca"
Eu sempre soube que o Rui era um príncipe, doce, gentil, meio tímido e muito romântico. Mas de uns tempos para cá ele tinha se transformado em um príncipe ousado. Ele ainda era doce, gentil e romântico, mas parecia ter decidido que era hora de reivindicar o poder. Ele andava me surpreendendo com beijos mais quentes e uma pegada que me deixava de pernas bambas. De onde tinha saído a recém adquirida confiança do meu namorado para convertê-lo de "anjinho fofo" para um "gostosão safado", eu não tinha idéia, mas também não ia reclamar.
Mas esta noite, desde que ele me pegou em casa e me levou para o trabalho, eu senti algo diferente. Quer dizer, ele estava diferente já tinha tempo, ele não era mais o Rui fofo que pedia desculpas por me olhar demais o que perguntava se podia me beijar, ele era o cara que sabia onde queria chegar, mas, mesmo assim, esta noite tinha um brilho novo nos olhos dele, como se ele estivesse armando alguma coisa, como se ele estivesse se preparando para algo.
Ele se sentou no canto do balcão do bar e durante toda a noite eu senti os seus olhos sobre mim, como um toque. E quando eu passava pelo bar para encher a bandeja, ele sempre dava um jeito de me tocar, toques leves, mas em lugares estratégicos que faziam a minha pele arrepiar.
- Oi, meu Ruizinho lindo. Demorei? - Eu me aproximei dele que já me esperava na porta do bar com os seguranças.
- Nem um segundo, minha linda. E ainda que demorasse, sempre vale a pena esperar por você. Você está incrível, Bi. - Ele não me deu apenas o selinho de costume, ele segurou a minha nuca e prolongou o beijo, explorando a minha boca com uma calma que me fez Bianca soltar um suspiro surpreso contra os lábios dele. Ele não me beijava assim em público.
Quando ele me soltou, com um sorriso malicioso, que prometia muito mais quando estivéssemos sozinhos, eu estava sem fôlego e os seguranças a nossa volta sem palavras.
E quando nós saímos do bar, ele não segurou a minha mão como de costume, ele passou o braço pela minha cintura e me puxou para ele, sem sutileza, simplesmente como se dissesse "vem cá, você é minha". Era um toque mais... possessivo.
O Rui iniciou o trajeto para a minha casa e eu não pude deixar de apreciar a postura confiante que ele exalava ao volante, a competência como fazia as manobras e o deslizar das suas mãos sobre aquele aro quase como se o tocasse com firmeza e carinho. E, ao invés de falar sobre o dia ou sobre a faculdade como sempre, ele manteve uma mão firme no volante e a outra pousada na minha coxa. Mas a sua mão não estava apenas "descansando", ela estava fazendo carinhos lentos que subiam perigosamente por um caminho que me deixava sem fôlego.
- O Anderson vai dormir na Gi hoje, né? - O Rui perguntou de repente, a voz um tom mais grave que o normal fez algo se movimentar dentro de mim.
- Vai... - Eu respondi estreitando os olhos. - Por que o interesse, Rui?
- Porque eu quero ficar um pouco sozinho com você, Bi. Sem pressa, livre da vigilância protetora do seu irmão mais velho. Sem ter que olhar no relógio com medo do seu irmão chegar e me expulsar a pontapés. Te beijar um pouco, ter você só pra mim. - Ele me deu um sorriso que fez o meu coração perder o compasso das batidas.
Quando entramos em casa, o silêncio era absoluto. A sala estava banhada pela luz dourada do abajur que eu sempre deixava aceso. Eu esperava que ele sentasse no sofá e sugerisse um filme, como sempre e que dali seguisse o seu plano de me beijar e me dar uns amassos, como sempre. Mas o Rui me prensou suavemente contra a porta assim que a fechou.
O beijo dele não foi calmo, foi urgente, profundo, carregado de um desejo premente, e as mãos dele... meu Deus, eu não sabia que o Rui tinha aquela pegada forte. Ele parecia querer deixar as suas impressões digitais no meu corpo de um jeito que me fazia querer pedir para que ele fizesse.
Ele continuava acariciando a minha intimidade sobre a calcinha enquanto sugava os meus mamilos. Ele, porém, nunca ultrapassava a barreira do tecido e eu já começava a amaldiçoar a pequena peça, meu corpo queria o calor dos seus dedos. Mas, mesmo sobre o tecido, eu já começava a sentir aquela sensação deliciosa de me perder se aproximando. Mas ele parou e sua boca voltou para a minha, num beijo suave e lento, como se acalmasse o meu corpo.
- Você é linda, Bi! E eu ainda quase não acredito que você me escolheu, o cara que até dois anos atrás era o alvo das piadinhas da escola, o inexperiente, ainda parece um sonho pra mim.
- Você não está parecendo tão inexperiente assim, Rui. - Eu comentei, ainda sentindo o meu corpo agitado enquanto ele sorriu no meu pescoço e continuou com os seus beijos leves.
E quando a sensação quase desapareceu e eu voltei a raciocinar, ele aprofundou o beijo de novo e pairou sobre mim, se acomodando entre as minhas pernas e pressionando o seu quadril sobre o meu. O membro dele estava duro sob o jeans e causava um atrito que me fazia gemer. Ele estava completamente vestido, enquanto eu quase nua. E eu precisava de mais. E mais uma vez ele me levou ao limite e parou antes que eu segurasse a sensação.
Mais uma vez ele esperou o meu corpo se acalmar. Ele continuou repetindo aquilo, como um tirual sagrado, adorando o meu corpo com os beijos mais atrevidos, os toques mais provocantes e as palavras mais doces. Mas parava sempre que sentia que eu ia se entregar completamente.
- Rui... - Eu murmurei, puxando-o para mais perto. O meu corpo já reagindo ao calor dele estava por um fio. - O que deu em você hoje?
- O que dá sempre, Bi. Eu fico louco toda vez que sinto seu cheiro. - Ele beijou o meu pescoço, mas não só beijou, ele provou a minha pele, fazendo a minha respiração falhar. - Mas eu sei que você quer esperar e a gente só vai até onde você já limitou. Eu não quero ser "só um namorado", Bi... - Ele me beijou e se ergueu para olhar nos meus olhso. - Eu te amo, Bianca! E eu quero ser o homem da sua vida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Pq está travado, não consigo ler os próximos capítulos, depois do 265 Que inclusive é a parte da giovana...
Por que o livro da Giovana e do Anderson está ficando em meio ao livro do Jose Miguel e da Eva. Ficou muito bagunçado isso...
Faltou apenas os três últimos capítulos completos, poderiam liberar ne?...
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...