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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Bianca"

O Rui me calou com um beijo que carregava toda a frustração, o amor e o desejo contido da última semana. Eu senti o corpo dele relaxar contra o meu, finalmente cedendo ao que sentíamos. O Rui não estava mais tentando ser o príncipe gentil e obstinado a não me tocar, ele estava sendo o meu Rui, vulnerável e intenso na mesma medida.

- Você ganhou, Bianca. - Ele murmurou, a voz agora baixa e sedutora perto do meu pescoço. - A porta está trancada e eu não vou a lugar nenhum, nem vou procurar a maldita chave. Mas se você acha que eu sou o único que vai perder o controle aqui hoje... você está muito enganada.

As mãos dele desceram com firmeza pelas minhas coxas, puxando as minhas pernas para a cintura dele e eu soube, enquanto ele me tirava da parede sem quebrar o beijo, que a "aula" que eu pensei que daria essa noite seria muito mais intensa do que qualquer roteiro que eu pudesse ter planejado.

O Rui me jogou na cama com uma urgência que eu não esperava do meu príncipe educado. Quando minhas costas tocaram o colchão, antes que eu pudesse processar a mudança de ritmo, o peso do corpo dele se acomodou sobre o meu, os braços musculosos enquadrando meu rosto enquanto ele me devorava com um beijo que tiraria o fôlego de qualquer mulher e uma onda de eletricidade pura me percorreu inteira.

- Você queria o controle, não é? Queria me ver perder a cabeça. - Ele murmurou contra a minha boca, a voz tão grave que vibrou direto no meu baixo ventre. - Pois você conseguiu e agora você tem toda a minha atenção.

Eu tinha passado a semana toda arquitetando esse plano. Eu queria deixá-lo louco, queria ditar as regras, queria ser a professora. Mas, no segundo em que os olhos do Rui me encararam na penumbra do quarto iluminado pelas velas que eu tinha deixado acesas, eu percebi que tinha criado um monstro delicioso. Eu dei um sorriso, era tudo o que eu queria, que ele baixasse a guarda de uma vez.

- Rui... - Eu tentei dizer, mas o som saiu como um gemido quando a boca dele encontrou o meu pescoço.

Ele não respondeu. Não havia mais rastro do menino tímido ou do cavalheiro hesitante. Havia um homem focado, com um desejo que parecia ter acumulado força por meses.

Ele simplesmente provou a minha pele como se estivesse em um banquete. Eu esperava hesitação. Esperava que ele me perguntasse "o que fazer agora". Esperava até que ele ficasse um pouco atrapalhado. Mas o Rui inexperiente tinha uma pegada matadora, do tipo que derrubava calcinhas.

As mãos dele, grandes e firmes, mapearam a minha cintura e subiram pelo meu corpo, abrindo os botões restantes da camisa dele que eu vestia, como se estivesse abrindo o presente que esperou a vida inteira para ganhar. Ele não rasgou, não foi bruto, não teve pressa... e me deixou completamente sem fôlego.

E no momento em que ele se ergueu e a camisa caiu para os lados, me expondo apenas de lingerie, o Rui parou por um segundo. Ele me olhou de cima a baixo e eu vi o peito dele subir e descer com a respiração acelerada.

- Bi... - Ele finalmente conseguiu dizer, a voz falhando. - Eu... eu planejei mil formas de te dizer o quanto você é linda... - Ele me olhava como se eu fosse uma deusa e as suas mãos tocaram as laterais do meu corpo delicadamente. - Mas nenhuma delas chega perto do que você é de verdade.

Eu senti a respiração dele bater no meu rosto, quente e errática, ele não estava me olhando, estava me admirando de perto, mas não perto o suficiente.

- Chega de planos, Rui. - Eu levei a mão até a nuca dele e o puxei para baixo. - A chave não vai aparecer tão cedo. Agora é pra valer e eu não quero estar em nenhum outro lugar do mundo que não seja aqui, com você. Você quer estar em outro lugar, Rui?

- De jeito nenhum! - Ele sorriu pra mim com um brilho diferente no olhar e naquele momento eu sabia que a sua insegurança de ex-gordinho não existia mais e mesmo com a sua inexperiência, ele parecia saber exatamente o que fazer.

Ele me beijou e me penetrou devagar, me preenchendo centímetro a centímetro, me fazendo ofegar, como se a minha alma fosse deixar o corpo. Ele se acomodou no meu interior e esperou um momento, para que eu me acostumasse ao seu tamanho e então começou a se mover. Estocando sem parar, me levando com ele num ritmo perfeito. Ele tomou um dos meus seios em sua boca e sugou o mamilo até me fazer gritar de prazer.

- Rui... eu vou... - Eu tentei falar, sentindo o meu sexo apertar o dele e o meu corpo inteiro anunciar o orgasmo chegando avassalador. Mas os seus movimentos profundos me roubvavam o ar e as palavras.

- Eu também vou, Bi. - Ele emendou e pareceu que ficou ainda mais dentro de mim, me enlouquecendo quando pareceu tocar em lugares que eu nem imaginava possível.

O Rui podia ser virgem de corpo, mas a alma dele já sabia exatamente como me fazer sentir única. Ele aprendia com os meus gemidos, ajustando o toque, a força, a velocidade, até que não houvesse mais espaço para nada além de nós dois. Eu me perdi completamente no seu abraço.

Nós urramos juntos, nossos corpos tremeram juntos, eu me derreti completamente nele, enquanto perdemos o fôlego e as nossas mãos nos mantinham grudados um no outro. E o prazer nos tomou juntos, intenso, perfeito e delicioso. Ele colou a testa na minha, ofegante, de olhos fechados, mas com um sorriso que me dizia que tinha sido incrível para ele também.

- Você é perfeita demais! - Ele balbuciou e lentamente saiu de mim, me arrancando mais um gemido de satisfação. - Eu te amo, Bi.

- Eu também te amo, meu Ruizinho.

A porta não nos trancou dentro, ela trancou o resto do mundo lá fora. Não houve pressa, não houve passos em falso. O Rui me amou com a intensidade de um furacão e a delicadeza de um príncipe. E quando finalmente nos tornamos um só, entre sussurros e descobertas, o Rui deixou de ser o "menino educado" para se tornar o homem da minha vida.

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