"Giovana"
Eu não queria pensar em dívidas, em ingratidão ou em como o mundo lá fora estava prestes a colocar mais um problema nas nossas mãos. Olhando para o Anderson ali eu queria o agora. Queria o calor dele, o cheiro que emanava da sua pele misturado com café e aquela paz que só o Anderson conseguia me dar.
Eu não o deixei terminar. Fechei o meu livro com um estalo seco, estiquei o corpo, sentindo meus músculos relaxarem, e prendi meu olhar no dele. O Anderson deixou a lapiseira de lado, a atenção agora totalmente voltada para mim, sentindo que o clima na sala tinha mudado em questão de segundos.
- Sabe o que é, Gracinha... nós ainda temos um tempo antes de ir para o trabalho. - Eu passei a ponta dos dedos pelo seu braço e, num movimento rápido, me sentei no seu colo. - Eu estava me lembrando de um dia, há um tempão atrás, em que nós estávamos estudando aqui nesta mesa.
- Nós já estudamos muitas vezes nesta mesa, Ferinha. - Ele sorriu, suas mãos repousando nas minhas pernas num carinho doce.
- É, mas teve um dia em especial... quando o meu pai estava no hospital com a Nana. - Eu passei a ponta do meu nariz sobre o dele e rocei os meus lábios nos seus. - Você me pegou de jeito... me colocou sentada sobre a mesa e...
Ele deu uma risadinha nada inocente e apertou as mãos nas minhas coxas de um jeito que me fez sentir uma ansiedade por aquele toque em outras partes do meu corpo.
- Ah, eu me lembro desse dia. Você quase me fez perder o juízo e quebrar a minha promessa. - Ele falou baixinho, deixando um beijo suave na base do meu pescoço.
- Você correu para o banho gelado. - Eu ri ao me lembrar. - E eu também.
- É... mas sabe, Ferinha... - ele deu mais um beijo no decote da minha camiseta, suas mãos se insinuando por baixo da minha saia curta. - Eu não preciso mais correr para o banho gelado!
Ele não esperou resposta, puxou a minha boca para a dele e me beijou como se estivesse faminto. E aquele beijo tinha o gosto de todas as coisas boas que nós já tínhamos vivido juntos. Eu sentia um frio na barriga ao mesmo tempo em que sentia o meu corpo pegando fogo e, como se apenas a pele dele pudesse apagar aquele fogo da minha, eu agarrei a barra da camiseta dele e a puxei sobre a sua cabeça, a jogando sobre a cadeira onde eu estava sentada um minuto antes.
- Eu adoro tocar o seu corpo, Anderson! Você é tão gostoso! - Eu confessei.
Minhas mãos deslizavam pelo peito dele, indo em direção à cintura e se enfiando no cós da calça. Ele estremeceu, a pele arrepiou e eu sorri, ele ainda sentia aquele toque como um alerta de intensidade.
- Eu amo que você me toque, Ferinha, mas eu também amo te tocar. - Ele copiou o meu gesto e tirou a minha camiseta, deixando os meus seios expostos. - Sem sutiã, Ferinha? Você está cada dia pior. - Ele brincou, me fazendo rir e suas mãos tocaram os meus seios.
- Anderson... - O nome dele saiu da minha boca como uma súplica.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Pq está travado, não consigo ler os próximos capítulos, depois do 265 Que inclusive é a parte da giovana...
Por que o livro da Giovana e do Anderson está ficando em meio ao livro do Jose Miguel e da Eva. Ficou muito bagunçado isso...
Faltou apenas os três últimos capítulos completos, poderiam liberar ne?...
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...