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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

A vida tem um jeito muito próprio de fechar os seus ciclos e nos lembrar de que nenhuma tempestade dura para sempre, tampouco pode nos afogar quando a gente se cerca das pessoas certas. Eu, com certeza, estava cercada pelas melhores pessoas e por muito amor.

Meu filho já estava prestes a completar um ano. Ele era uma réplica minúscula do pai. Os mesmos olhos sérios, a mesma calma e aquele jeito ordenado e observador. Desde aquela noite em nossa casa, quando descobrimos que o nosso bebê estava a caminho, o nosso mundo se transformou por completo e nos jogou na operação mais exaustiva, recompensadora e barulhenta das nossas vidas: a paternidade em dose dupla na família.

Quantas noites o Rui e o Anderson ninaram as crianças no corredor de madrugada para que a Bianca e eu pudéssemos dormir depois de amamentar; quantas vezes eu peguei o meu filho dormindo no peito do pai exausto e o levei para o berço; quantas vezes o Tio Rubens, o Bóris e o meu pai apareceram, "sequestraram" as crianças e nos mandaram descansar; quantas vezes a minha mãe, a Hana e a Tia Rúbia chegaram em casa e dividiram comigo e com a Bianca as tarefas com os bebês; quantas vezes a mãe do Anderson cuidou de nós e dos nossos filhos, com amor. E nem vou dizer do quanto a vó Arlete era a bisavó mais coruja de todos os tempos e não passava mais de dois dias sem aparecer. A nossa rede de apoio tornou a jornada muito menos difícil e muito mais emocionante.

O cenário era uma verdadeira pintura de felicidade. O Tio Rubens estava sentado perto da churrasqueira conversando calmamente com a minha mãe, enquanto a Tia Rúbia disparava os flashes da câmera a cada dois minutos. No canto da varanda, o Bonfim estava sentado tentando controlar o neto que corria em volta da cadeira dele com um carrinho de brinquedo na mão, fazendo o avô revirar os olhos a cada trinta segundos.

- Coisinha fofa do vovô, vem se sentar um pouquinho. - O Bonfim pediu.

- Não quero, vovô! - O garoto deu uma risadinha levada.

- Mas puxou a insolência do pai mesmo. - O Bonfim resmungou, mas a verdade é que ele sorria com um carinho que não enganava mais ninguém.

- Que isso, sogrinho, ele tem o charme do pai e a imponência do vovô. - O Felipe deu aquela risada gostosa de sempre, ganhando um cascudo afetuoso do sogro logo em seguida. - Imagina, sogrinho, daqui a três meses a nossa princesinha chega, aposto que ela terá todos os homens da família na palma da mão, até esse furacãozinho aí. - O Felipe comentou passando a mão gentilmente pela barriga da esposa grávida e os olhos do Bonfim brilharam com uma alegria contagiante. Aquela menina ainda não tinha nascido, mas ela já tinha o Delegado-Geral de Polícia na palma da mão.

Eu sorri com eles e olhei para a mesa principal, onde o Bóris e a Hana tentavam arrancar da vó Arlete o segredo da famosa torta de bacalhau dela, em volta os outros estavam com os celulares a postos para anotar cada detalhe da receita. Mas ela só contou para mim e disse que não ensinaria a ninguém mais, disse que seria o meu trunfo quando quisesse alguma coisa deles. E estava funcionando.

Afastada da confusão da mesa principal, eu estava de pé sob o sol, observando tudo, tentando guardar cada detalhe daqueles almoços em família na memória. Eu olhei para o céu azul. O domingo de sol estava radiante, iluminando o gramado do quintal da casa do meu pai, onde a nossa grande e peculiar família estava reunida para o almoço de domingo como toda semana.

Os gêmeos, que já estavam adolescentes e começando a deixar o meu pai louco, desejando secretamente que eles dessem menos preocupações que eu, estavam numa disputa séria na mesa de ping-pong. O filho da Tia Rúbia e a minha outra irmã, que pareciam tao gêmeos quanto os outros dois, tentavam convencê-los a fazer uma disputa de duplas, meninos contra meninas.

Eu segurava o meu pequeno Marcelo no colo, que estava quase completando o seu primeiro ano de vida e tinha recebido o nome do pai do Anderson, o que deixou o meu marido muito emocionado quando soube da minha escolha. Meu filho parecia um rapazinho, vestia um macacãozinho jeans e pequenos tênis "All Star Converse".

Ao meu lado, a Bianca tentava inutilmente fazer a pequena Íris, a filha dela com o Rui, parar de engatinhar em direção aos meus pés. O Marcelo tinha nascido apenas duas semanas antes da Íris, cumprindo milimetricamente o pacto que eu e a Bibi tínhamos feito anos atrás.

- Desiste, Bibi, a Íris puxou a sua teimosia. - Eu brinquei, vendo a minha afilhada conseguir puxar a barra da minha calça e soltar uma risadinha banguela deliciosa. - Ela quer comando.

- A minha teimosia? Sei não! Dizem que os afilhados puxam os padrinhos e essa aqui está totalmente atrevida igual a madrinha dela! - A Bianca reclamou, rindo e pegando a Íris no colo. O Rui se aproximou por trás dela, descalço e com um copo de refrigerante na mão, dando um beijo no topo da cabeça da esposa e da filha, o orgulho explodindo no rosto dele.

Senti uma aproximação suave atrás de mim. O leve toque na minha cintura que eu reconheceria até de olhos fechados. O Anderson me abraçou, colando o peito dele nas minhas costas de forma protetora, e depositou um beijo demorado e cheio de reverência no meu pescoço, antes de descer o olhar para o Marcelo, que esticou as mãozinhas gordinhas na direção do pai na mesma hora.

- Papá! - O Marcelo balbuciou, fazendo o meu coração derreter por inteiro.

O Anderson abriu aquele sorriso de canto lindo e radiante, pegando o nosso filho no colo com uma facilidade que sempre me deixava fascinada. Ele era o pai mais babão e apaixonado do universo.

Como eu disse antes do início, a jornada da Ferinha e do Gracinha seria de descoberta, construção e o encontro na vida. Eu espero que vocês tenham saboreado a evolução da Giovana como ser humano, se apaixonado pela constância e certeza do amor do Anderson e se divertido com as confusões da Bianca e do Rui.

Chegar ao fim de uma jornada tão como a da Ferinha e do Gracinha mexe com o meu coração de uma forma difícil de explicar. Quando despretensiosamente escrevi as primeiras linhas desses dois se encontrando naquele apartamento, eu não eu não pensava no que poderia ser construído ao longo de tantos capítulos. Eles eram só uma pitada de graça e juventude no livro do Rafael e da Hana. Daí, aquele encontro despretensioso não se contentou em ser só uma pitada.

A Giovana precisava amadurecer, passar de uma adolescente rebelde, impulsiva e cheia de marra para uma mulher de valor e uma delegada implacável, e o Anderson, o garoto de ouro, merecia vencer cada barreira da vida com a sua retidão, paciência e amor incondicional. Foi uma experiência linda para mim, sentir cada momento deles, cada gesto, cada pequeno passo e vir contar para vocês.

Nada disso seria possível sem vocês, vocês tornam essas pitadas possíveis e fazem a mágica para que se transformem em capítulos de evolução e encontros. Obrigada por cada comentário, por cada torcida pelo nosso jovem casal, e por cada emoção sentida em cada capítulo. Vocês são a minha maior rede de apoio para que eu conte estórias com o meu coração para o coração de vocês.

A Ferinha e o Gracinha encontraram o seu "felizes para sempre", e eu espero que a história deles lembre a cada um de vocês de que, não importa o tamanho da tempestade, com as pessoas certas ao lado e com um amor verdadeiro, seja esse amor romântico ou um amor genuíno com alguém que te faz bem, nós sempre seremos capazes de seguir adiante, recomeçar e sermos felizes. Existem muitas formas de amor e todas elas são faróis que marcam o nosso caminho.

E, como a gente sempre combina o que vem por aí, eu preciso que vocês compreendam uma decisão que eu precisei tomar. Esse livro se encerra aqui. Nós vamos fazer uma pausa com os casais secundários do "Chefe Irresistível" porque eu recebi uma orientação que eu preciso cumprir. Além do mais, eu preciso reformular a nossa lista. Então, como eu sei que vocês acompanham tudinho, fiquem de olho nos próximos livros. Mas sabem como é, tudo a seu tempo. O Anderson deu uma aula disso pra gente, não foi?!

Tropa, eu agradeço muito por vocês segurarem a minha mão, principalmente nos últimos tempos em que várias coisas me mantiveram distante dos comentários. Mas continuem segurando a minha mão, porque nós continuamos juntos lá no livro "A vida dupla da babá" que está entrando na fase final também.

Com todo o meu amor e gratidão por ter essa tropa comigo em mais um livro, eu deixo um beijo no coração de cada um de vocês.

Espero vocês nos próximos!

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