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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 220

"Matheus"

Aquilo estava melhor do que eu poderia ter imaginado. A Carmem estava enfurecida, mas tentava se conter, ela ainda tentava manter a pose de pobre mulher atacada na própria casa. Mas isso estava prestes a mudar.

- Boa noite! - Eu reconheci a voz atrás de mim, mas antes de me virar eu observei o rosto da Carmem desabar em descrença.

- Marta! - O José Miguel se moveu com um sorriso simpático até a sogra e beijou a mão dela. - Seja bem vinda a esta casa! Você é minha convidada de honra.

- Obrigada, querido. - A Marta sorriu.

Ela parecia uma rainha, usava um vestido clássico de corte reto na cor marfim e de tecido nobre que brilhava por si, sobre o vestido um casaco de mangas longas aberto, feito de renda bordada da mesma cor do vestido, com debruns largos nos punhos, na cintura, na gola, frontal e barra com o mesmo tecido do próprio vestido, o que dava um contraste elegante com a transparência da renda. O casaco tinha o mesmo comprimento do vestido abaixo dos joelhos e a sobriedade do colar de pérolas de única volta que ela usava arrematava a elegância e altivez daquela mulher. E, naquele momento, mesmo a Carmem estando coberta de dourado, ela foi completamente ofuscada.

A Marta entrou com passou firmes e cabeça erguida, braços dados com o Romeu que todos ali conheciam ao menos de nome, e seguida pelos três filhos, o Julio ao lado do Érico e a Tatiana de braços dados com o Elias.

- V-você...? O que você está fazendo na minha casa? Sai daquiii! - A Carmem atacou e deu um passo em direção a Marta. - E você, assombração, o que está fazendo aqui? Eu sabia, eu sabia que alguém tinha mandado você para me torturar. - A Carmem apontou para a Tatiana que estava rindo.

- Ó, doida das trevas, eu estou aqui só pela diversão, mas se precisar, eu tenho uma injeção aqui na minha bolsa, te coloco pra dormir, heim?! - A Tatiana ameaçou e simulou um passo em direção a Carmem, que recuou um passo.

- Ora, ora, se não é a ordinária que foi amante do meu ex marido e teve uma filha com ele. - A Marta sorriu, um sorriso sem nenhuma emoção, frio e cortante. - Como vai, Carmem? Ainda aplicando golpes em homens ricos e destruindo famílias?

O burburinho irrompeu na sala, todos haviam ouvido muito bem o que a Marta disse e a imagem de senhora respeitável da Carmem estava sofrendo o primeiro abalo.

- Não seja mesquinha, Marta! - A Carmem sibilou.

- Mesquinha, eu? - A Marta deu um risinho, dessa vez ela estava realmente achando graça naquela piada. - Eu tinha um bebê nos braços, Carmem, quando você foi até a minha casa fazer escândalo, jogar na minha cara que estava grávida daquele safado do Domani e que eu deveria deixá-lo para que ele se casasse com você. Lembra disso, Carmem? Lembra do meu bebê? Olha como ele se tornou um rapaz bonito. - A Marta apontou para o Érico. - Felizmente não tem o caráter do pai. Aliás, nenhum deles. Você se lembra que naquela época eu já tinha três filhos? - A Marta ergueu a mão como se mostrasse os filhos.

- Isso já faz muito tempo, Marta! - A Carmem tinha os olhos injetados de raiva.

- É, já faz muito tempo. - A Marta concordou. - Mas eu devia ter deixado aquele mau caráter pra você. Sabe qual foi a única vantagem em continuar com ele? Eu tive mais um filho, ou melhor, uma filha. E olha para você ver como são as coisas, como é a lei do retorno. Já ouviu falar? O aqui se faz, aqui se paga. Por uma dessas voltas que o mundo dá, o José Miguel esbarrou justamente na minha filha, Carmem, e os dois se apaixonaram. Percebe? Foi uma total obra do acaso. Ninguém armou nem forjou nada. Eles simplesmente se encontraram e se apaixonaram. Não é, Eva?

- É isso aí, mãe! Acabei me apaixonando pelo viúvo da filha que o seu ex marido, meu pai infelizmente, enfim, a filha que o cretino do Domani teve com a destruidora de lares. - A Eva sorriu para a Carmem. - Olha, cobra de aplique, estamos em família!

- Eva, querida, modere as palavras. - A Marta alertou a filha elegantemente.

- Você sabia! Você sempre soube! Você armou isso para me castigar, não foi? - A Carmem estava literalmente espumando pelos cantos da boca.

Atrás da Julia varias senhoras da sociedade foram entrando, cada uma com um adjetivo nada elogioso para a Carmem e eu percebi algumas das tais amigas dela já olhando de cara feia e agarrando as mangas dos maridos.

- Como você conseguiu isso, seu demônio? - A Carmem tinha perdido toda a cor do rosto.

- Isso nem é importante, criatura das trevas. O importante é que nós preparamos uma surpresinha para você. - Eu avisei a Carmem que me olhou em pânico.

Naquele momento o Enzo entrou na sala, isso dizia que estavam quase todos ali, inclusive o Brandão, que entrou com ele. E a Carmem viu cada rosto que entrou e desferiu uma ofensa a ela e até os que entraram calados e lançaram olhares cortantes. Mas ainda faltavam duas pessoas, minhas cerejinhas no bolo e estava na hora da entrada deles, eu tinha mandado o motorista buscá-los para que nada desse errado.

- Murilo, o que você está fazendo aqui? - A Carmem olhou para o Brandão como se estivesse preste a ser atingida por um ônibus.

- Carmem, com certeza eu não estou aqui para deixar você tocar no meu corpinho sagrado de novo. - O Brandão respondeu para a Carmem e depois se virou para os convidados: - Não que ela tenha conseguido, que fique claro, ela tentou, mas eu sou muito exigente.

- Murilo... - A Carmem balbuciou.

Mas a Carmem nem teve tempo de se recuperar, as minhas cerejinhas estavam entrando. A situação era muito engraçada, a confusão nos rostos deles e a expressão de terror no rosto da Carmem eram como um presente inesperado para mim.

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