"José Miguel"
Eu cheguei ao pequeno salão de festas que a Eva e eu escolhemos para celebrar o nosso casamento, que mesmo sendo um casamento pequeno a Eva levou vinte dias para organizar. Não foi uma surpresa para mim que ela escolhesse fazer um casamento pequeno, com pouquíssimos convidados, apenas aqueles que eram realmente próximos e especiais para nós dois. Como ela me disse, o importante não era a festa, era o compromisso que estávamos assumindo um com o outro.
Estava tudo pronto para uma cerimônia simples e significativa, os convidados estavam chegando e quando eu entrei vi o pequeno salão com mesas redondas dispostas em duas fileiras, cada fileira fazia um zigue zague estratégico para que os convidados pudessem assistir a cerimônia e entre elas vasos de flores brancas ladeavam o tapete branco que, contrastando com o piso escuro do salão, se estendia da entrada até a pequena área reservada para a cerimônia, onde uma mesa branca com dois arranjos de flores estava posicionada à frente de um arco de flores.
- Eu ainda te acho um chato por ter limitado a despedida de solteiro a um jantar, mas combina com você. - O Matheus se aproximou e me deu um abraço.
- Não reclama, Carrapato, foi igualzinho com a Eva, a diferença é que o Rossi foi para a nossa casa e eu fui para a casa deles. Perdi minha amiga de balada. - A Gabriele revirou os olhos e o Matheus a encarou sério.
- Você não tem vida de balada, Peste, isso acabou faz tempo! - Ele a lembrou e ela deu uma boa risada porque gostava de vê-lo declarando que tinha ciúmes.
- Vocês dois deveriam se casar logo também. - Eu aconselhei e a Gabriele riu.
- Nós vamos fugir para nos casar em Las Vegas, Rossi. - A Gabriele comentou cheia de si.
- Ela que pensa! Quando ela menos esperar eu armo um casamento surpresa com setecentos convidados. Se vai me tirar da vida de libertinagem, vai fazer isso direito. - O Matheus respondeu sério e a Gabriele achou que era brincadeira, mas ela deveria saber que o Matheus acabaria fazendo isso, mais cedo ou mais tarde.
- Cadê a Candinha? - Eu procurei em volta.
- Está lá na mesa com a Berta. - A Gabriele apontou. - Você não falou com ela?
- Não! - Eu sorri. - Chama ela pra mim, por favor?
- Eu acho que você e a Eva não se preocuparam muito com planejamento para esse casamento. - A Gabriele bufou e saiu em direção ao lugar onde a Candinha estava sentada.
Eu olhei em volta com mais atenção aos convidados, alguns funcionários da Lince, inclusive o Brandão, o Heitor com a esposa, o Enzo e a Luna, a Julia com o namorado, a Adele e o Donaldo, o Dr. Molina e a esposa, o Julio e o Érico, o Elias e a Tatiana, o Edson, a Berta, a Janice, o Bóris e a namorada e os pais dele. Não tinha mais que cinquenta pessoas ali, mas todas eram especiais. A Eva e eu lamentamos que a Melissa estivesse no hospital ainda e não pudesse ir, mas nós fizemos questão de convidar a ela e ao marido e deixar claro o quanto ela significava para nós e que, mesmo não indo ao casamento, eram nossos padrinhos de honra.
- Nossa, você está lindo, querido! - A Candinha se aproximou emocionada. - Dessa vez sim parece estar se casando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...