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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 6

"Giovana"

Mas ele ergueu a minha cabeça, com aquele sorriso confiante e cheio de afeto e eu já sabia o que ele me responderia, ou melhor, que ele não me responderia.

- Isso eu não posso decidir por você. Não mais, Gi. Se tornar adulto e responsável significa aprender a tomar as próprias decisões e lidar com as consequências delas. E eu acho que você já aprendeu o suficiente para decidir isso sozinha. - Meu pai olhou nos meus olhos, como se quisesse me transmitir confiança.

- E você não pode me dar nem uma dica? - Eu choraminguei e ele riu.

- Eu posso te dar um conselho. O Anderson é um bom rapaz e eu confio nele. Acho que você também. Talvez ele te enxergue mais do que eu mesmo, porque hoje ele te deu algo muito importante, ele te mostrou que a decisão é sua e disse que respeitará o seu momento. Então, filha, aproveite a sua noite, divirta-se, aprecie os seus amigos, se divirta com o seu namorado e vá até onde você quiser ir, nem mais nem menos. Mas pare de pensar nisso e só aproveite a noite, deixe fluir, se e quando você ficar desconfortável, aí estará a sua decisão, a sua resposta.

- Você está dizendo que eu vou saber a hora de parar ou não?

- Isso mesmo! Porque quando fica demais, quando te deixca desconfortável, esse é o momento de parar e respirar. Recalcular a rota. Sabe, Gi, aquele acordo não era uma obrigação de fazer aos dezoito, mas um compromisso de não fazer antes. À partir de agora a sua vontade é o que importa. Se você não quiser seguir em frente hoje, eu vou estar aqui para você e o Anderson vai pra casa tomar mais um banho gelado. - Meu pai deu uma risadinha e me fez rir também. - Mas eu tenho certeza que ele só quer uma coisa de você hoje... que você seja feliz! E é a mesma coisa que eu quero!

- Te amo, pai! Obrigada por estar ao meu lado e por não ser um pai idiota.

- Que bom, agora eu sou apenas um pai velho! - Ele riu e deu um beijo em minha testa. - Será o que você decidir, filha, mas apenas decida ser feliz. Pare de pensar e aproveite a sua festa. A resposta surgirá naturalmente no momento em que você precisar tomar a sua decisão.

- Eu vou aproveitar!

- Agora eu vou indo, a Hana e eu vamos deixar os gêmeos na creche da Melissa antes de ir para o bar. O seu gracinha vem te buscar. - Meu pai me avisou e deu as costas.

- Pai... - Eu chamei quando ele já estava na porta do quarto e ele se virou. - Te amo! - E aquele sorriso confiante estava lá. Ele me jogou um beijo e saiu.

No minuto seguinte eu estava sozinha em casa esperando o meu namorado, com as mãos suando e a cabeça girando. Eu que andava me divertindo em deixar o Anderson em saia justa, agora estava me sentindo numa embalagem à vácuo. No momento em que a campainha tocou eu parei de respirar.

- Esquece tudo, Giovana Maria, só se divirta! - Eu falei para mim mesma antes de caminhar até a porta e abrí-la.

Ao olhar para o Anderson foi como se o meu coração voltasse a bater e fazer o sangue circular pelo meu corpo de novo. Ele deu aquele sorriso meio de lado e entrou no apartamento. Sem tirar os olhos de mim ele fechou a porta.

- Minha namorada é muito linda, sabia?! - Ele colocou as mãos na minha cintura e me puxou para perto dele. Foi impossível não sorrir. - E cada vez que eu a vejo ela está mais linda! - Ele deu um beijo logo abaixo da minha orelha. - Eu quero te dar um beijo, mas não quero estragar o seu batom.

- E você está pensando em passar a noite toda sem me beijar por causa de um batom? - Eu perguntei e ele deu uma risadinha.

- Eu estava esperando sua autorização.

- Eu também gostei! - Ele tocou o meu rosto com cuidado. - E estou louco para te dar um amasso de respeito sem pedir permissão mental para te tocar. Mas agora nós precisamos ir, já deve estar todo mundo no bar te esperando.

- Eu preciso retocar o batom.

- Eu vou tirá-lo de novo e da próxima vez eu não vou pedir a sua autorização. - A promessa dele foi como um raio de sol quente e luminoso no meu coração.

- Eu vou gostar disso.

Eu dei um beijo no cantinho da boca dele e fui até a mesinha da sala pegar a minha bolsinha. Tirei o batom e o pequeno espelho e retoquei. A minha tia tinha feito uma maquiagem suave, mas que não borrou enquanto o Anderson me beijava. Eu passei o batom e me virei para o meu namorado, que me observava com um sorrisinho bobo no rosto. Ele me ofereceu a mão e nós saímos do apartamento.

Eu me sentia em casa no bar, eu conhecia todos os funcionários e cada um deles me recebeu com um abraço e um sorriso, o que fez com que ir da entrada até a minha mesa nos fundos levasse mais tempo que levaria normalmente, mas eu nem me importei, eu queria receber todos os abraços.

Eu também notei que o lugar estava lotado e do lado de fora tinha fila de espera, meu pai dizia que nos últimos tempos estava sempre assim e que o Anderson tinha bastante responsabilidade nisso, poir vinha fazendo melhorias importantes e eu ficava orgulhosa.

Nós já estávamos pertinho da mesa e eu já estava sorrindo para a Melissa, quando, pelo canto do olho, eu vi uma mulher se pendurar no pescoço do Anderson e não era a irmã dele.

- Oi, Andiii! Me disseram que você não estava trabalhando hoje. - A mulher falou alto, com a voz melosa demais e eu tive vontade de segurá-la pelos cabelos.

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