Quando Landon voltou para o apartamento próximo à universidade, Tessa estava digitando concentrada em seu computador, trabalhando em um artigo. A embalagem de biscoitos sobre a mesa estava vazia — parecia que ela mal havia feito uma refeição decente.
Ela ergueu o olhar ao ouvir a porta se abrir, o rosto sereno, como se nada tivesse acontecido naquele dia.
“Você voltou? Já comeu?”
Landon se sentou ao lado dela, os olhos percorrendo a pilha de artigos acadêmicos abertos — cada página coberta por anotações densas e precisas em sua caligrafia impecável.
“Você ainda é caloura. Precisa mesmo se esforçar tanto assim?” Ele fechou o notebook com cuidado, os dedos roçando a mão fria dela.
Tessa sorriu e recuperou o mouse, os dedos voltando a digitar rapidamente no teclado.
“Claro que preciso. Quanto antes eu me formar, antes poderei…” Ela parou, as orelhas corando. “Antes poderei ficar ao seu lado sem me esconder.”
Sua força já era suficiente para caminhar ao lado dele — o que faltava era o título. O direito de estar com ele, abertamente, com o reconhecimento total da Matilha Nightshade.
Landon a envolveu nos braços, puxando-a contra o peito.
“Não há pressa.” Ele roçou o nariz em seu cabelo, a voz baixa e suave. “Aproveite o tempo da faculdade. Não há necessidade de apressar o vínculo também. Não se desgaste — deixe eu me preocupar com isso.”
Enquanto ela estivesse com ele, que importância tinha um título — hoje ou amanhã?
“Estou brincando. Eu realmente não estou cansada”, ela disse, virando-se para encará-lo. Os olhos brilhavam. “Na verdade, gosto da minha vida assim. É estável e recompensadora.”
“Hum.” Landon assentiu, mas ainda assim estendeu a mão e beliscou de leve o lóbulo da orelha dela. “Enquanto tiver certeza de que é a mim que você quer ao seu lado, posso esperar o tempo que for necessário.”
“Tenho certeza”, Tessa respondeu, afastando a mão dele com um tapa leve. O tom era firme. “Isso não é um drama comum ou previsível. Eu não vou te deixar por causa de alguma bobagem.”
Quando se ama alguém, você permanece ao lado dessa pessoa. Ninguém entendia isso melhor do que ela.
Landon ficou em silêncio por um instante. Então, de repente, segurou o rosto dela com as duas mãos, o polegar deslizando ao longo do maxilar.
“Meu pai veio falar com você, não foi?”
Tessa piscou e depois sorriu.
“Sim. Conversamos um pouco. Mas nada que eu não pudesse lidar.”
Ela já havia aceitado a verdade — não era uma moeda que todos precisavam gostar ou aprovar.
“O que ele te disse?” A voz de Landon baixou, um traço de culpa refletindo em seus olhos. “Ele foi duro com você, não foi?”
Tessa se virou, ficando na ponta dos pés para tocar seus lábios com um beijo suave.
“Landon, obrigada… por sempre me escolher.”
Sem perguntas. Sem condições. Apenas lealdade pura e inabalável.
Landon deslizou uma das mãos para a nuca dela, aprofundando o beijo até que ambos precisaram se afastar, ofegantes.
Ele manteve a testa colada à dela, o olhar absurdamente terno.
“Por que me agradecer? Amar você — cuidar de você — sempre foi o que eu quis.”
“Hum.” Tessa se aninhou contra o peito dele, ouvindo o ritmo firme do coração. De repente, tudo pareceu simples.
Todos aqueles testes e julgamentos do mundo… eram apenas degraus no caminho.
Ela nunca teve medo de se provar. Só se importava porque era por ele.
E, por ele, estava disposta a enfrentar tudo — um obstáculo de cada vez.

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