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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 189

Na calçada do outro lado da rua, uma Aston Martin preta estava estacionada com o vidro traseiro levemente abaixado.

No banco de trás, Zuriel observava a cena com um brilho enigmático no olhar. Ele curvou os lábios em um sorriso de diversão e perguntou:

— É essa a mulher do Gabriel?

Benício, sentado ao lado, confirmou:

— Sim, Zuriel.

Zuriel puxou os lábios em um sorriso frio.

— Ela tem sorte de estar viva.

— Aqueles dois homens ao lado dela devem ser os seguranças que Gabriel colocou para protegê-la. — Comentou Benício.

Zuriel olhou para Helena novamente, suas palavras carregadas de significado.

— Realmente, ela é bonita. Não é de se estranhar que Gabriel a trate como um tesouro.

Benício riu, com um tom malicioso.

— Essa mulher é o único ponto fraco do Gabriel.

Zuriel desviou o olhar, e sua expressão tornou-se sombria.

— Gabriel destruiu meus planos. Acho que está na hora de retribuir com um presente de boas-vindas.

Ele ainda não havia engolido a derrota no projeto do País A. Havia investido uma fortuna e dedicado meses de trabalho para, no final, Gabriel arruinar tudo no momento mais crítico. O prejuízo foi devastador, quase o levando à ruína.

Zuriel apertou os punhos. Ele jurou que faria Gabriel pagar por aquilo.

— Vamos ver, Helena, se sua sorte dura para sempre.

Na delegacia, Helena fez uma ligação rápida. Em menos de cinco minutos, o responsável pelo caso recebeu um telefonema de seus superiores.

Depois de desligar, o policial olhou para Helena com uma expressão completamente diferente. Sua postura mudou, e ele adotou um tom muito mais respeitoso:

— Dra. Helena, sua denúncia foi registrada, e o caso foi oficialmente aberto como tentativa de homicídio. Agora faremos uma investigação completa. A senhora já pode ir, e qualquer novidade será comunicada imediatamente.

Helena fez um leve aceno de cabeça.

— Obrigada.

Ao sair da delegacia, seu celular tocou. Um número desconhecido apareceu na tela.

Do outro lado da linha, a voz de um homem soou com um tom agressivo:

— Ouvi dizer que você pegou o caso do Noah e quer arbitrar contra minha empresa?

Helena franziu o cenho.

— Sim.

— Dra. Helena, né? Tem como passar aqui para conversarmos? Acho que podemos resolver isso de forma amigável. — O tom do homem era arrogante e desdenhoso.

Cirilo lançou um olhar frio para seus homens.

— Quando aquela mulher entrar, quero que vocês acabem com ela. Sem dó. Se algo der errado, temos quem nos proteja.

Os capangas assentiram em uníssono.

— Pode deixar, chefe!

Poucos minutos depois, Helena chegou ao camarote. Ela usava um conjunto cinza-claro de terno e calça, com saltos altos pretos que ressoavam no chão. Dois seguranças a acompanhavam, e um deles abriu a porta para ela.

Assim que Helena tentou entrar, quatro homens avançaram em sua direção, cada um segurando armas improvisadas.

Helena reagiu rapidamente, recuando alguns passos. Seus seguranças, ágeis e bem treinados, entraram em ação imediatamente. Golpes precisos e brutais foram desferidos contra os agressores, que não tiveram chance nenhuma. Os gritos de dor ecoaram pelo camarote enquanto os capangas caíam um a um.

Em questão de segundos, todos estavam no chão, incapacitados.

Helena entrou no camarote com passos firmes. Seus olhos frios encontraram os de Cirilo, que agora estavam arregalados de terror.

Ela curvou os lábios em um sorriso gélido e sarcástico.

— Então, é assim que você quer "negociar um acordo"?

Cirilo estava com o rosto machucado, resultado de alguns golpes desferidos pelos seguranças.

Helena cruzou os braços e ficou diante dele. Sua expressão era de puro desdém.

— Foi você quem mandou aquele homem me empurrar na rua hoje?

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