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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 237

Quando Helena voltou de Cidade B, já era o final de janeiro.

Com a proximidade do feriado, o escritório havia concedido recesso aos funcionários.

No dia de sua chegada, ainda no aeroporto, Helena contraiu uma gripe forte. Assim que voltou da viagem, precisou ir ao hospital para tomar soro. Desde então, passou os dias deitada na cama, enquanto Manuela cuidava de suas refeições, levando-as diretamente para o quarto.

Manuela, como de costume, entrou no quarto com o almoço.

Helena tossiu algumas vezes, pegou um lenço e limpou o nariz antes de falar:

— Manuela, amanhã já é feriado. Depois que terminar suas tarefas hoje, volte para casa e comemore com sua família.

Manuela hesitou, com a expressão preocupada:

— Mas você ainda está doente. Se eu for embora, quem vai cuidar de você?

— É só uma gripe. Não é nada grave.

Manuela sugeriu:

— Que tal eu te levar para a casa da sua família? Com eles cuidando de você, eu fico mais tranquila.

Leonidas havia ligado alguns dias antes para perguntar quando Helena iria voltar para casa. Inicialmente, ela planejava viajar assim que o escritório entrasse em recesso, mas a gripe a pegou de surpresa. Preocupada em transmitir o vírus para a família, especialmente para a criança e para Leonidas, que ainda se recuperava de uma internação recente, Helena decidiu adiar a viagem.

— Não vou voltar para casa agora. Prefiro esperar até melhorar.

Manuela continuava inquieta.

— Então você vai passar o feriado sozinha? Por que não vem comigo para minha casa? Assim, comemoramos juntas.

Helena balançou a cabeça com um leve sorriso.

— Manuela, você esqueceu da vovó Amanda? Ela já está bem frágil. Se eu levar essa gripe para sua casa e ela pegar, pode ser perigoso.

Manuela finalmente se deu conta. Ela coçou a cabeça, um pouco sem jeito.

— É verdade...

— Não se preocupe. Eu consigo cuidar de mim mesma.

— Tudo bem, então.

Depois do almoço, Manuela fez uma limpeza geral no apartamento. Limpou cada canto dos quartos e da sala, deixando tudo impecável. Em seguida, foi ao mercado comprar suprimentos.

Quando terminou, voltou ao quarto de Helena e avisou:

— Helena, comprei algumas coisas para você. Tem frutas na geladeira e, na mesa da sala, deixei os snacks importados que você gosta.

— Helena, você está doente e nem me avisou? Está sozinha em casa agora?

Ainda deitada, Helena atendeu o celular com a voz rouca por conta da gripe.

— Estou, mas é só um resfriado. Já estou quase melhor.

— Vou passar aí para te ver, pode ser?

— Não precisa, Júlia. Já fui ao hospital, tomei soro e estou seguindo a medicação. Estou quase boa. Acabei de tomar o remédio e vou dormir um pouco. Quando eu acordar, provavelmente estarei bem melhor.

— Helena, sua voz está completamente rouca. Não parece que você está melhorando. Vou levar um médico comigo para te examinar.

— Não precisa se incomodar.

— Helena, não tem essa de incômodo. Não discuta comigo.

Uma hora depois, Júlia tocou a campainha do apartamento de Helena.

Do lado de dentro, passos lentos e arrastados se aproximaram da porta. Helena, visivelmente fraca, abriu a porta com dificuldade.

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