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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 250

— Cof, cof, Inês. — Júlia lançou um olhar discreto para Helena, tentando avisar Inês para não tocar em assuntos delicados.

Inês, no entanto, não deu a mínima, acenando com a mão como se não fosse nada:

— Ah, relaxa! Já faz tanto tempo. Nossa Helena nem liga mais para isso, não é, Helena?

Helena deu um sorriso levemente resignado.

— Já superei, mas agora só penso na minha carreira. Homem não está nos meus planos.

— Nada, deixa eu te mostrar a foto dele. Quem sabe você muda de ideia?

— Você ainda tem fotos dele? — Júlia perguntou, surpresa.

Enquanto mexia no celular, Inês respondeu:

— Não exatamente. Na época da faculdade, eu tinha salvo no celular e acabou sincronizando automaticamente com o Google Fotos. Nunca tive paciência pra apagar, então ainda estão lá.

Helena riu:

— Não acredito que isso acontece mesmo.

Alguns minutos depois, Inês encontrou a foto de Percival e passou o celular para Helena.

— Toma, olha aí. Esse é o Percival. E aí? Bonito, né?

Helena abaixou os olhos e olhou para a foto.

Pelo fundo, parecia ter sido tirada em uma biblioteca.

O rapaz estava sentado próximo à janela, com um livro aberto nas mãos. Atrás dele, uma estante abarrotada de livros.

A luz alaranjada do pôr do sol entrava pela janela, iluminando-o suavemente, destacando seus traços marcantes: sobrancelhas bem definidas, olhos profundos, nariz reto e alto. A beleza dele era inegável.

Helena ficou olhando para a foto por alguns segundos, ligeiramente distraída. Havia algo familiar naquele rosto, mas ela não sabia dizer o quê.

Júlia se aproximou para olhar também.

— Como você conseguiu essa foto? Não é na biblioteca da Universidade de Ciências Jurídicas? Você já foi lá?

— Não fui. — Inês respondeu. — Essa foto estava na página de confissões da universidade vizinha. Uma garota tirou e publicou lá quando estava tentando encontrar ele.

— E então, Helena? Depois de ver a foto, ficou interessada? — Inês perguntou, animada. — Fala sério, ele é tão bonito que é até um desperdício ser advogado. Devia estar nas passarelas ou nas telas. Com esse rosto, dava fácil pra virar personagem de jogo ou filme!

Helena deu um sorriso leve.

— Já disse, não estou interessada em homens no momento.

Assim que terminou de falar, uma voz masculina, baixa e agradável, interrompeu:

— Eu estava justamente falando para a Helena sobre você. Queria apresentá-los, mas você chegou antes.

Percival sorriu levemente e perguntou:

— Posso me sentar aqui?

— Claro, à vontade. — Inês respondeu, gesticulando para ele se acomodar.

Percival puxou uma cadeira ao lado de Helena e sentou-se. Olhou para as três e perguntou, curioso:

— Sobre o que estavam conversando?

— Sobre você, é claro. — Inês respondeu sem rodeios.

Júlia explicou:

— A Helena está montando um escritório de advocacia. Eu achei que seria interessante apresentar vocês dois. Se não me engano, você já tem mais de três anos de experiência, certo? Não estaria interessado em ser sócio?

Percival virou o rosto para Helena, seus olhos brilhando com uma expressão leve e gentil.

— Eu posso? — Perguntou ele, com uma voz suave e um sorriso discreto.

Helena olhou para ele, e aquela sensação de familiaridade ficou ainda mais forte.

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