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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 258

Helena jogou o estojo da corrente de diamantes no armário de armazenamento sem pensar duas vezes.

...

Na mansão de Júlia, Inês segurava a nova bolsa de grife que acabara de ganhar. Seus olhos brilhavam enquanto ela admirava o acessório.

Júlia, no entanto, parecia um pouco desconfortável.

— Inês, você acha que o que fizemos foi certo?

— Não tem problema. — Disse Inês, com um tom tranquilo.

— Nós somos amigas da Helena. Você não acha que dar o endereço dela foi uma espécie de traição?

— Ah, deixa disso. Foi só o endereço. O Gabriel sabe se comportar, ele não vai fazer nada que passe dos limites. Não precisa se preocupar.

Júlia ainda parecia hesitante, com o semblante preocupado.

— E se a Helena descobrir que mandamos flores para ela porque estávamos nos sentindo culpadas? Será que ela vai ficar brava?

Inês tossiu de leve, visivelmente desconfortável.

— Para de falar besteira. As flores foram um gesto de... Amizade! Isso mesmo, amizade!

Ela fez um gesto afirmativo com a cabeça, tentando convencer a si mesma.

— Um símbolo da nossa amizade!

Júlia não parecia tão convencida.

— Inês, mas eu me lembro de você dizendo, dias atrás, que achava a Helena e o Percival um casal perfeito. E agora, no Dia dos Namorados, você está claramente apoiando o Gabriel.

— E quem mandou ele me dar essa bolsa incrível? Além disso, o Mateus me disse que o Gabriel e a Helena terminaram por motivos que ele não podia controlar. Ele só precisa resolver os problemas dele, e logo vai pedir para voltar com ela. Vamos dar um voto de confiança, né? Sem contar que ele é nosso amigo há anos. Uma ajudinha não faz mal, certo?

Júlia suspirou e, depois de alguns segundos, acabou concordando.

— É, acho que isso faz sentido.

...

No escritório de Gabriel, Alex entrou para dar um relatório.

— Senhor, lembra do caso que a Helena estava cuidando? O caso do Noah?

Alex inclinou ligeiramente a cabeça, em sinal de respeito, antes de responder:

— Temos evidências parciais. As provas mostram que Tomás estava lavando dinheiro e enviando os valores para uma conta no exterior. O titular da conta é um laranja que o Zuriel colocou para assumir a culpa, caso algo dê errado. Por enquanto, as provas só são suficientes para prender o Tomás. O Zuriel opera com pouca força no País H. Ele depende do Tomás e dos homens dele para manter suas atividades aqui. Se conseguirmos prender o Tomás, o Zuriel perderá sua maior base de apoio na região.

Gabriel assentiu, com um tom decidido e frio.

— Não perca tempo. Entregue as provas à polícia e coopere com eles para prender o Tomás.

— Sim, senhor.

...

No início de março, as obras no escritório de advocacia de Helena foram concluídas.

Ela contratou profissionais para realizar a remoção de resíduos químicos e uma higienização completa para eliminar qualquer resquício de formaldeído. Após os testes de qualidade aprovarem o espaço, Helena e Percival começaram a comprar os itens necessários para o funcionamento do escritório.

Eles adquiriram mesas de escritório, cadeiras ergonômicas, computadores, materiais de papelaria, pastas para arquivos e muitos outros itens essenciais.

Além de Percival, outro sócio se juntou ao escritório. Arthur, um colega de faculdade de Percival, era um advogado especializado em defesa criminal.

Percival não apenas trouxe Arthur como sócio, mas também assumiu a responsabilidade de recrutar outros advogados. Ele contratou tanto jovens recém-formados, que estavam iniciando suas carreiras, quanto advogados experientes, com anos de atuação na área.

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