Após desembarcar, Nicole ficou esperando Helena na saída do aeroporto.
Ela permaneceu em pé no vento frio por mais de meia hora, mas Helena não aparecia. Achando estranho, Nicole pegou o celular e ligou para ela. Para sua surpresa, ouviu a mensagem automática: "O número que você chamou está indisponível."
— Como assim virou número indisponível? — Nicole murmurou, confusa. Elas haviam falado pelo celular há menos de uma hora.
Um sentimento de inquietação começou a tomar conta de Nicole. Algo não parecia certo. Será que Helena estava em apuros?
Sem conseguir contato por chamada, Nicole tentou ligar por vídeo no WhatsApp. Chamou até a ligação ser cortada automaticamente, mas ninguém atendeu.
Ela insistiu, ligando mais quatro vezes seguidas, mas o resultado foi o mesmo: silêncio do outro lado. A preocupação de Nicole só aumentava.
Helena havia dito, na última ligação, que chegaria ao aeroporto em cerca de vinte minutos. Agora já tinham se passado quarenta minutos, e nem sinal dela. O celular estava fora de serviço, e o WhatsApp também não era atendido.
Nicole não conhecia mais ninguém em Cidade J, exceto Helena.
Desesperada, lembrou-se de que Helena havia mencionado o nome do escritório, Advocacia Justa, e que tinha enviado o endereço por mensagem. Nicole rapidamente pesquisou a firma na internet e encontrou o site, que exibia um número fixo de contato.
Ela ligou para o número. O telefone tocou por muito tempo, mas ninguém atendeu.
Somente depois de desligar, Nicole percebeu que era fora do horário comercial, e, obviamente, o escritório estava vazio.
Sem saber o que fazer, ela decidiu que não tinha outra opção senão chamar a polícia.
A polícia prontamente entrou em contato com a família de Helena para confirmar se ela realmente estava desaparecida.
Ao receber a notícia, Leonidas e Fernanda ficaram alarmados. Eles imediatamente começaram a ligar para os amigos de Helena, perguntando se alguém sabia onde ela estava.
Inês foi uma das primeiras a receber a ligação. Ela estava tomando um drink quando o celular tocou.
— Não, Helena não está comigo. — Respondeu Inês, confusa.
Leonidas, com a voz rápida e angustiada, perguntou:
— Você consegue entrar em contato com ela? O celular dela está fora de área.
O motorista, subitamente irritado, gritou:
— Como é que você ousa dizer o nome do Zuriel assim, sua idiota? Tá querendo morrer?
Do banco traseiro, Valdir, o guarda-costas de Zuriel e seu homem de confiança, interrompeu com um tom sério:
— Você conhece o Zuriel?
Helena olhou para ele com um sorriso sarcástico.
— Como eu não conheceria? Ele quase conseguiu acabar com a minha vida.
Valdir ficou em silêncio por um instante, antes de responder:
— Já que você sabe quem somos, vou ser direto. O seu homem mexeu com as nossas operações e causou prejuízos enormes. Agora, estamos apenas devolvendo o favor.
— Meu homem? — Helena riu com desdém. — Você está falando do Gabriel? Pois saiba que nós terminamos há muito tempo. Se vocês estão tentando se vingar dele, pegaram a pessoa errada. Eu não tenho mais nada a ver com ele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir