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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 296

Uma música romântica terminou, e alguém levou Helena até onde Percival estava.

Gabriel, com a expressão fechada, permaneceu no meio da multidão assistindo àquela farsa de declaração.

Percival segurava um buquê de rosas e o ofereceu a Helena. Sua voz era incrivelmente suave:

— Helena, eu gosto de você. Quer namorar comigo?

Depois de um breve burburinho da plateia, o ambiente mergulhou em um silêncio absoluto. Todos esperavam pela resposta de Helena.

Era uma noite de inverno, com pequenos flocos de neve caindo suavemente do céu. A atmosfera parecia mágica, quase como se o universo conspirasse a favor daquela declaração.

Percival, com as rosas nas mãos, estava no centro da multidão. Sua postura era impecável, alta e elegante, atraindo todos os olhares. Seu rosto, de uma beleza marcante, fazia dele o centro das atenções.

Além de bonito, Percival era um excelente aluno, vinha de uma família tradicional de Cidade J e era o único herdeiro da poderosa família Mello. Ele parecia ser o par perfeito para Helena. Um casal tão bonito e equilibrado que, para muitos, a resposta de Helena parecia óbvia.

Gabriel, no entanto, estava tão tenso que mal conseguia respirar. Seus dedos se fecharam em punho, e seu coração doía no peito.

Mas a resposta de Helena pegou a todos de surpresa.

— Desculpe, mas eu não posso aceitar.

O sorriso nos lábios de Percival desapareceu lentamente. O vento frio bagunçou seus cabelos escuros, e a luz fraca da noite mal conseguia esconder a decepção em seu rosto.

— Posso saber o motivo? — Ele perguntou com a voz um pouco trêmula, claramente abatido por sua rejeição.

Helena apertou os lábios e respondeu de maneira firme, sua expressão permanecendo fria e serena:

— Porque eu não estou interessada em namorar agora. Não tenho tempo para isso. Me desculpe, mas não posso aceitar.

A multidão voltou a murmurar, chocada com a resposta.

Gabriel arqueou uma sobrancelha e, inesperadamente, deixou um sorriso satisfeito curvar os cantos de seus lábios. Ele estava plenamente feliz com a resposta de Helena.

Sem dizer mais nada, Helena se virou e foi embora. Ela não tocou no buquê de rosas em nenhum momento.

Gabriel sabia que Helena sempre teve muitos admiradores durante a faculdade. Declarações como aquela eram comuns para ela. Ele tinha certeza de que, em um ano, ela rejeitava dezenas de pretendentes, a ponto de nem se lembrar dos rostos deles.

Mas Gabriel se lembrava de cada pessoa que já havia se declarado para Helena. Sabia os nomes, os rostos e até os detalhes das situações.

Foi por isso que, naquele Dia dos Namorados, ao encontrar Percival com Helena em um restaurante, Gabriel sentiu uma ameaça real.

Relembrando aquele episódio, Gabriel estreitou os olhos, sua expressão tornando-se sombria:

— Não acredito que, depois de tanto tempo, você ainda não desistiu.

No sonho, ela corria por uma planície deserta e infinita. Atrás dela, perseguidores cruéis a seguiam, gritando ameaças. Helena corria com todas as suas forças, tentando escapar.

De repente, a cena mudou. Ela sentiu algo apertar seu pescoço. Quando olhou para frente, o rosto de Zuriel surgiu diante dela, ampliado, cruel e aterrorizante. Ele sorria com uma frieza que parecia saída do inferno, como se estivesse ali para buscar sua alma.

Helena ofegava, lutando para respirar, sentindo que estava prestes a morrer. Então, o cenário mudou novamente. Ela viu sua irmã, Carolina, amarrada a uma cadeira. Zuriel estava ali, segurando um galão de gasolina e derramando o líquido sobre Carolina enquanto ria.

— Não! Por favor, não! — Helena gritou em desespero. — Não machuque ela! Pare!

A expressão de Zuriel começou a se distorcer, transformando-se no rosto do homem de óculos que havia tentado atacá-la.

— Vai morrer! — Ele gritou, com o rosto desfigurado, enquanto jogava ácido nela.

— Ah! — Helena gritou, despertando do pesadelo e se sentando na cama de repente. Seu corpo estava coberto de suor frio, e sua respiração estava acelerada.

O quarto estava silencioso e escuro. A única coisa que podia ser ouvida era a respiração ofegante de Helena.

Ela levou alguns minutos para se acalmar.

Então, a tela de seu celular acendeu, chamando sua atenção. Ela estendeu a mão para pegar o aparelho e viu que era 3h30 da manhã. Havia uma mensagem anônima.

[Se quer que sua irmã continue viva, faça exatamente o que eu mandar.]

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