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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 315

Beatriz tateou no chão, aproximando-se do objeto, e, com a luz fraca da lua que entrava pelo respiradouro, conseguiu ver que era um cobertor.

A superfície estava coberta por uma camada grossa de sujeira, tão escura que era impossível identificar a cor original. Além disso, exalava um cheiro nauseante, como se não fosse lavado há anos.

— Urgh! — Beatriz engasgou com um reflexo de vômito.

Durante o dia, ela já havia passado mal várias vezes por causa do enjoo no barco. Como estava em jejum, seu estômago só produzia suco gástrico, e mesmo tentando, não havia mais nada para expulsar.

O nojo tomou conta de Beatriz, que chutou o cobertor para longe, com uma expressão de completo desprezo.

Ela havia crescido cercada de luxo na família Costa. Nunca em sua vida imaginou passar por algo tão degradante.

Mesmo antes de ser adotada pela família Costa, quando sua mãe ainda era empregada doméstica, Beatriz nunca havia enfrentado tamanha humilhação.

Sentada no chão frio, ela abraçou os joelhos e começou a chorar baixinho. Mas seus soluços foram abafados pelo som constante das ondas do mar.

No inverno, as temperaturas já eram baixas, mas no alto-mar, durante a noite, o frio era ainda mais cruel.

Beatriz tremia sem controle, com os lábios ficando azulados e a sensação de que seu sangue estava congelando nas veias.

Finalmente, vencida pelo desespero, ela pegou o cobertor imundo.

Para sobreviver, Beatriz se enrolou naquela manta nojenta, ignorando o cheiro que parecia grudar em sua pele.

Depois de dias de viagem, o barco finalmente atracou no País H.

A travessia foi um pesadelo. Beatriz não conseguiu comer nem dormir direito. Perdeu peso e não tomava banho há dias, exalando um odor insuportável.

Até os homens que vieram buscá-la ficaram enojados.

— Que nojo! Mas que cheiro insuportável! — Um deles reclamou, segurando Beatriz com evidente desprezo.

Outro vomitou ao sentir o cheiro.

— Urgh!

O homem arrancou a fita adesiva que cobria a boca de Beatriz, desamarrou as cordas que prendiam suas mãos e, sem qualquer cerimônia, a jogou no mar.

— Vai se lavar, sua fedida! — Gritou ele.

O barco estava ancorado no cais. Apesar de não haver tubarões naquelas águas, Beatriz não sabia nadar. Jogá-la na água era o mesmo que colocá-la em risco de vida.

Capítulo 315 1

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