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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 328

— Nem uma chance? — Percival perguntou, em um tom baixo e hesitante.

Helena quase achou que tinha ouvido errado. Percival disse mesmo aquilo?

No tempo em que trabalharam juntos, ela nunca teve a impressão de que ele nutria sentimentos diferentes por ela. Ele provavelmente estava sendo pressionado pela família para se casar e, por acaso, ela apareceu no momento em que ele precisava de alguém. Era o que fazia sentido.

Diante da pergunta de Percival, Helena ficou sem saber como responder. Após pensar um pouco, tudo o que conseguiu dizer foi:

— Desculpe.

O coração de Percival afundou.

— Tudo bem. Finja que foi só uma bobagem de alguém que bebeu demais. — A voz de Percival estava rouca. — Descanse, Dra. Helena. Boa noite.

— Boa noite.

Helena encerrou a ligação.

Percival ficou olhando para a tela do celular, onde aparecia o ícone da chamada finalizada, enquanto sentia uma dor surda no peito.

Mais uma rejeição.

Como poderia não ter coração? Ele tinha, mas nele só havia espaço para uma pessoa.

E essa pessoa nunca o enxergaria.

Na manhã seguinte, depois do café da manhã, Helena subiu até o quarto de Carolina para passar um tempo com a irmã, ajudando-a a pintar desenhos.

Ela tirou da bolsa um par de presilhas cor-de-rosa e disse:

— Carolina, trouxe um presente para você. Gosta?

As presilhas eram idênticas às que ela havia dado para Estella. Quando comprou, sabia que Carolina adoraria o brilho e a delicadeza delas.

Como esperado, os olhos de Carolina brilharam de alegria ao ver o acessório. Ela exclamou, animada:

— Que lindo! Obrigada, irmã!

— Deixe-me colocar para você. — Helena prendeu as presilhas no cabelo da irmã e sorriu. — Ficou lindo.

Fernanda havia comentado que o estado mental de Carolina tinha melhorado muito. A mudança mais notável era que ela não falava mais enquanto dormia e não acordava chorando.

Saber disso fez Helena se sentir um pouco menos culpada.

Levantando-se, ela foi até a sala de reuniões. Quando abriu a porta, viu um rosto que conhecia muito bem.

As sobrancelhas de Helena franziram levemente.

— Sr. Gabriel, o que o traz aqui?

Gabriel estava impecável em um terno azul-acinzentado. Seu olhar frio e imponente refletia a aura natural de autoridade e elegância que ele sempre carregava.

Ao vê-la, no entanto, o olhar gelado suavizou instantaneamente. Ele moveu os lábios e a cumprimentou:

— Bom dia, Dra. Helena.

Helena estreitou os olhos, claramente desconfiada.

Gabriel a encarou diretamente, a ponta do olhar carregando uma leve provocação.

— Vim contratar o seu escritório para cuidar de alguns casos.

— Se não estou enganada, a sua empresa já conta com uma equipe de advogados extremamente competentes, certo? — Helena questionou, com um tom pouco amigável.

— Sem dúvida. — Gabriel curvou os lábios em um sorriso sutil. — Mas eu só quero trabalhar com você. Não posso?

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