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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 357

Ela balançava a cabeça enquanto murmurava para si mesma, sem saber se tentava convencer Juliana ou a si própria.

Cíntia não conseguia aceitar a ideia de que a neta que ela mesma criou pudesse ter envenenado o próprio pai adotivo. A realidade era dura demais para ser digerida.

Juliana, sem paciência, suspirou e lançou um olhar frio para Cíntia. Ela não disse mais nada, apenas virou as costas e foi embora.

Logo em seguida, Juliana ligou para o presídio e agendou uma visita.

Se sua desconfiança estivesse correta, Beatriz teria mais uma acusação em sua ficha: tentativa de homicídio. Ela precisava olhar nos olhos daquela ingrata, da filha adotiva que havia cuspido no prato em que comeu.

...

Após uma longa e exaustiva espera, as portas da sala de emergência finalmente se abriram.

Gabriel, Percival e Leonidas avançaram ao mesmo tempo, suas vozes se sobrepondo.

— Doutor, como está a Helena? — Perguntou Gabriel, com os olhos fixos no médico.

— Doutor, qual é a situação dela? — Indagou Percival, ansioso.

— Doutor, minha filha está bem? — A voz de Leonidas saiu trêmula, cheia de tensão.

Todos os outros presentes ficaram em silêncio, mas os rostos carregavam a mesma expressão de preocupação. O ar parecia pesado, e ninguém ousava respirar fundo, temendo ouvir uma notícia devastadora.

O cirurgião retirou a máscara e, com o rosto cansado, esboçou um leve sorriso.

— A paciente está fora de perigo. Ela será transferida para a UTI agora. As visitas só serão permitidas daqui a três dias.

Um suspiro coletivo de alívio tomou conta do ambiente.

Os olhos de Gabriel, antes vazios e sem vida, finalmente brilharam com um fio de esperança. O peso esmagador que ele sentia no peito diminuiu um pouco, e ele fechou os olhos por um momento, tentando se recompor.

Ao abrir os olhos novamente, Gabriel falou com sinceridade:

— Muito obrigado, doutor.

Os outros rapidamente se juntaram aos agradecimentos.

Leonidas, um homem de quase cinquenta anos, tinha os olhos vermelhos de tanto chorar. Ele tentou falar, mas a voz estava embargada.

— Obrigado, doutor... Muito obrigado... Obrigado...

O médico assentiu e se afastou. Logo depois, Helena foi trazida para fora da sala de emergência em uma maca, ainda desacordada, com o rosto pálido e sem cor.

Quando Gabriel viu Helena naquele estado, seu coração pareceu se despedaçar. A dor que sentiu foi avassaladora, como se mãos invisíveis estivessem apertando e rasgando seu peito sem piedade.

Todos queriam se aproximar para vê-la, mas as enfermeiras foram firmes.

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