Que homem nojento! Antes de irem para a cama, Ângelo era atencioso, carinhoso e fazia de tudo para agradá-la. Ele sabia que ela amava Leonardo, mas dizia que estaria disposto a esperar por ela.
Mas bastou conseguir o que queria, e toda aquela paciência desapareceu. Será que aquela devoção toda não passava de teatro?
Camila, cheia de ressentimento, esperou e esperou. Só às 13h30 Ângelo finalmente acordou.
— Ângelo, você disse que ia me arranjar um avião particular. Dá pra ser hoje? — Camila perguntou, tentando esconder a impaciência.
Ângelo, mal acordado, a puxou para baixo de si, com um olhar lascivo.
— Calma, meu amor. Deixa eu me divertir mais um pouco antes.
Divertir o quê?
Camila engoliu a raiva e deixou que ele fizesse o que queria.
Dez minutos depois, ele saiu de cima dela com um sorriso satisfeito, soltando um longo suspiro.
— Isso sim é que é vida!
Camila quis gritar. Ele estava satisfeito, mas ela estava acabada: o corpo todo dolorido, especialmente na parte de baixo.
— Ângelo... — Ela tentou falar, com a voz cheia de mágoa.
Mas ele a cortou, impaciente:
— Tá, tá bom, vou ligar agora para resolver isso.
Camila, mesmo contrariada, ficou em silêncio.
Embora Ângelo fosse um riquinho mimado, gastando dinheiro com carros de luxo, jóias e mulheres, ele não era exatamente o tipo que tinha um avião particular à disposição. Quando prometeu ajudá-la, era porque planejava pedir esse favor a um amigo que tinha muito mais dinheiro que ele.
Esse amigo, Délcio, estava planejando viajar de avião particular para a Europa nos próximos dias. Como voos internacionais em aviões privados exigiam pelo menos três dias de antecedência para a aprovação do plano de voo, Ângelo sabia que adicionar Camila ao grupo não seria um problema.
Ângelo pegou o celular e ligou para Délcio.
— Délcio, preciso de um favor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir