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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 416

— Uma vez, ouvi alguns colegas falando mal da Dora pelas costas, e eu briguei feio com eles. Eu sempre fui sincera com ela, nunca foi, como ela disse, só para me destacar... — Raquel murmurou, escondendo o rosto nas mãos. Seus ombros tremiam enquanto chorava.

Helena, sem saber exatamente como confortá-la, limitou-se a dar leves tapinhas em suas costas.

— Talvez eu realmente tenha errado. — Raquel falou entre soluços. — A Dora sempre foi muito sensível e insegura... Eu deveria ter pensado mais na autoestima dela.

Helena suspirou profundamente.

— No futuro, escolha melhor as suas amizades...

Raquel chorou por mais alguns minutos. Quando o carro parou na frente de sua casa, seus olhos estavam inchados e vermelhos.

Ela secou as lágrimas com os dedos e olhou para Helena, dizendo:

— Obrigada, Helena. Eu nunca vou conseguir retribuir o que você fez por mim. Se algum dia precisar de mim para qualquer coisa, é só pedir.

Helena respondeu com um leve sorriso:

— Pode deixar, não vou hesitar.

...

Helena mal tinha saído da casa de Raquel e voltado ao escritório quando a recepcionista a informou:

— Gabriel está aqui.

Assim que Helena abriu a porta do escritório, Gabriel levantou-se de imediato. Ele deu alguns passos em direção a ela, com uma expressão de preocupação, e começou a examiná-la da cabeça aos pés, como se procurasse por algum ferimento.

— Helena, você está bem? Ouvi dizer que você se envolveu em uma briga ontem à noite. Você se machucou?

Helena olhou para ele com um misto de surpresa e curiosidade.

— Quem te contou isso?

Os olhos de Gabriel estavam cheios de preocupação quando ele respondeu:

— Um amigo meu da polícia comentou.

Helena manteve um tom neutro, mas seus olhos brilharam com algo difícil de decifrar.

— Então você deve saber que quem foi drogada foi a Raquel. Eles queriam atacá-la. Isso não tinha nada a ver comigo. Eu só a ajudei.

— Eu sei. — Gabriel suspirou de alívio ao perceber que Helena estava bem. — Fiquei sabendo que Raquel está segura e que todos os envolvidos foram presos.

Helena assentiu levemente.

— É. Eu também estou bem. Com a Chloe por perto, aqueles caras não tinham chance nenhuma.

...

Naquela tarde, Helena recebeu uma ligação de Eliseu, pedindo para que se encontrassem para discutir o caso do divórcio.

A audiência do divórcio de Eliseu e Maria estava marcada para os próximos dias, e Helena já havia preparado tudo minuciosamente.

Eliseu, que já tinha recebido alta do hospital, estava agora morando sozinho em um pequeno apartamento alugado, pois os dois estavam separados de fato.

Helena dirigiu até o prédio onde Eliseu estava morando. Assim que desceu do carro, viu um homem vindo em sua direção.

Quando ele se aproximou, Helena reconheceu quem era: Leonardo.

Ele estava usando roupas simples, que pareciam custar menos de cem reais, e sapatos desgastados. O elegante relógio de luxo que ele sempre ostentava havia sumido, e seu cabelo, antes sempre penteado para trás com gel, agora estava bagunçado. A barba por fazer dava a impressão de que ele não se cuidava havia dias. Em resumo, Leonardo parecia desleixado e abatido.

Quando Leonardo viu Helena, seus olhos brilharam por um instante, mas logo sua expressão mudou. Ele franziu a testa e seu semblante tornou-se sombrio.

Chloe deu um passo à frente, posicionando-se entre Helena e Leonardo, como uma muralha protetora.

Com um tom de irritação, Leonardo perguntou:

— Helena, você está advogando para o divórcio dos meus pais?

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