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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 424

Helena respondeu com um breve “Tudo bem”.

O marido de Glória estava sentado atrás do fogão, alimentando o fogo com lenha.

Chloe, por sua vez, brincava com Zeca, o filho de dois anos de Glória.

Helena, ao terminar de lavar os vegetais, olhou para trás e viu Chloe se divertindo com o menino. Surpresa, arqueou uma sobrancelha e comentou com um sorriso:

— Chloe, quem diria que você gosta de crianças.

Normalmente, Chloe mantinha uma expressão fria, quase impassível, exalando uma aura de seriedade e, até mesmo, de certa crueldade. Era difícil imaginá-la brincando com crianças.

Chloe, enquanto balançava um boneco do Ultraman para entreter o pequeno Zeca, respondeu sem qualquer expressão:

— Essas coisinhas são até interessantes.

A sala caiu em silêncio por um momento. Um silêncio constrangedor.

Depois de alguns segundos, Helena soltou uma risada nervosa, tentando aliviar o clima.

— Desculpa, desculpa. Minha amiga tem a inteligência emocional meio baixa e não sabe muito bem como falar. Não se incomode, Glória. Ela quis dizer que o Zeca é muito fofo.

Glória, com um sorriso meio sem jeito, respondeu:

— Sua amiga é bem... Peculiar.

Helena tentou justificar:

— Ela não está acostumada a lidar com crianças. Está achando diferente, só isso.

...

Quando a comida ficou pronta, todos se sentaram ao redor de uma mesa redonda para comer.

Nesse momento, o celular de Glória começou a tocar. Ela olhou para a tela e, surpresa, comentou com Helena:

— É um número de Cidade J. Será que estão te procurando?

Helena deu de ombros.

— Não sei. Atende e vê quem é.

Glória atendeu o celular.

— Alô? Quem fala? Em que posso ajudar?

Depois de ouvir a resposta, ela levantou os olhos para Helena.

— É para você. Está te procurando. Disse que é seu amigo. — Ela estendeu o celular para Helena.

Helena pegou o aparelho e levou-o ao ouvido.

— Meu celular caiu na água ontem à noite. Ainda não passou nem 24 horas. Como eu ia saber que você estava tentando me ligar? Além disso, eu...

Ela hesitou por um instante, sentindo-se um pouco culpada, e admitiu em voz baixa:

— Eu nem sei o número do seu celular de cabeça.

Gabriel ficou em silêncio novamente.

Ela não sabia o número dele. Nem sequer tinha decorado.

Ele respirou fundo, tentando deixar isso de lado. Agora não era hora de discutir esse tipo de coisa.

Finalmente, Gabriel quebrou o silêncio com uma voz rouca:

— Os voos para Cidade H estão todos atrasados. Os trens pararam de funcionar. Assim que saí do escritório hoje à tarde, peguei o carro e vim dirigindo. Vou chegar por volta da uma da manhã.

Helena arregalou os olhos, incrédula.

— Você está dirigindo até aqui?

— Sim.

Helena, sem conseguir acreditar, elevou o tom de voz:

— Cidade J fica a mais de 900 quilômetros daqui! Você está vindo sozinho? Aqui choveu sem parar por dias, as estradas estão alagadas, e várias áreas estão inundadas. Por que você está vindo para Cidade H? Volte agora mesmo!

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