Gabriel permaneceu parado, deixando que Helena o beijasse de forma desajeitada, sem retribuir.
Uma sensação de frustração cresceu no coração dela. Helena soltou o pescoço de Gabriel e voltou a firmar os pés no chão.
Os cantos dos lábios de Gabriel ainda traziam um sorriso, e sua voz grave e suave ressoou por cima da cabeça de Helena:
— Por que parou de me beijar?
— Você não quer. — Respondeu Helena com um tom frio.
Ela pensou que, ao esconder Gabriel no quarto mais cedo, talvez tivesse sido injusta com ele. Por isso, decidiu ser carinhosa, tentando agradá-lo. Mas, depois de alguns beijos sem nenhuma resposta, parecia que ele não estava interessado. Se ele não retribuía, não fazia sentido continuar.
Gabriel arqueou uma sobrancelha.
— Eu disse que não queria?
Helena inflou as bochechas, claramente irritada.
— Então por que você não reagiu? Nem sequer me respondeu!
Gabriel riu baixinho.
— Amor, é tão raro você tomar a iniciativa de me beijar. Eu estava aproveitando o momento.
Helena bufou e virou o rosto, recusando-se a encará-lo.
— Tá brava? — Perguntou Gabriel com um sorriso divertido.
Helena continuou virando o rosto, sem dizer uma palavra, mas seu semblante deixava claro que ela estava chateada.
Gabriel não se incomodou com o silêncio dela. Pelo contrário, seus olhos estavam cheios de ternura. Com a voz baixa e suave, ele tentou acalmá-la:
— O que eu faço agora? Ainda não matei a saudade dos seus beijos... Que tal me beijar de novo? Prometo que dessa vez vou responder.
— Não quero. — Respondeu Helena, de lábios franzidos.
Gabriel soltou uma risada baixa, aproximou-se e a envolveu nos braços. Ele a ergueu com facilidade e deu alguns passos, colocando-a delicadamente sentada na cama.
No instante seguinte, Gabriel ajoelhou-se diante dela.
Helena mal teve tempo de reagir antes que ele se inclinasse e a beijasse.
Por um momento, o cérebro dela ficou em branco.
Essa posição, de ajoelhar-se para beijá-la, era completamente nova para ela.
Gabriel, um homem sempre tão imponente e no controle, colocou-se de joelhos, em uma postura humilde, quase suplicante, apenas para demonstrar seu amor e desejo por ela.



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