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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 471

Era realmente um jogo fácil de entender. Bastava separar um carta de coringa e algumas cartas numeradas. Quem tirasse o coringa se tornava o rei e podia mandar qualquer pessoa com uma carta numerada realizar uma tarefa de sua escolha.

No grupo, a maioria eram casais: Gabriel e Helena, Mateus e Inês, Xavier e Jennifer.

Os solteiros eram Júlia, Percival, Raquel e Elder. Isso deixava o jogo muito mais interessante.

Todo mundo sabia que Percival tinha uma queda por Helena, e Raquel não fazia questão nenhuma de esconder seus sentimentos por Gabriel. Quanto a Júlia e Elder, ninguém percebia nada de especial, mas Helena sabia que Elder só tinha vindo ao encontro porque Júlia estava lá.

Apesar de simples, o jogo era cheio de emoção, justamente porque o rei podia dar as ordens mais malucas ou embaraçosas.

Na primeira rodada, Inês foi a sortuda que tirou o coringa. Ela deu uma olhada ao redor, com um sorriso malicioso nos lábios, e decretou:

— Espadas dez, faz cem flexões.

— Pô! — Reclamou Mateus, mostrando a carta de espadas dez na mão. — Como é que você sempre me tira, hein?

Inês deu de ombros, com um sorriso provocador:

— Isso se chama sintonia de casal.

Sem ter escolha, Mateus levantou, resignado:

— Beleza, você ganhou dessa vez. Mas na próxima, nem tenta me escolher de novo.

Ele se posicionou no meio da sala e começou a fazer as flexões. Foram cinquenta de uma vez só, sem nem perder o fôlego.

— Mateus, sua resistência é impressionante. — Comentou Xavier, rindo.

Mateus, mesmo no meio do esforço, encontrou tempo para brincar:

— Claro, né? Se eu não tivesse resistência, alguém aqui ia reclamar muito.

Inês ficou vermelha na hora e respondeu irritada:

— Para de falar besteira, Mateus! Cala essa boca agora!

— Fechado. — Respondeu Mateus, rindo.

Júlia, que observava tudo de canto, começou a rir baixinho, o que chamou a atenção de Inês:

— Tá rindo do quê, Júlia? Já entendeu tudo, né? Nossa, Júlia, sua mente tá impura, hein!

— Jogo é jogo, né? Tem que ser divertido.

— Vamos ver quem é o azarado ou azarada com o copas seis. — Disse Mateus, curioso.

Helena olhou para a própria carta e suspirou aliviada. Era um espadas quatro. Não era ela.

Aos poucos, todos que não tinham o copas seis relaxaram. Até que Gabriel, com um sorriso tranquilo, virou a carta na mesa, revelando o copas seis.

Mateus não perdeu a chance de provocar:

— Olha só quem foi! Gabriel, hein? Agora me diz, quem vai ser o sortudo ou sortuda que você vai beijar? Não vai ser a Helena, né?

A resposta era óbvia. Todos sabiam quem seria. Gabriel olhou diretamente para Helena, sua voz baixa e charmosa:

— Helena, me dá a honra de um beijo?

Helena sentiu o rosto esquentar, sem saber se era pelo vinho que tinha bebido ou pela vergonha. Suas bochechas estavam levemente rosadas.

— Nossa, que cavalheiro, hein? Até pediu permissão! — Brincou Mateus, gargalhando.

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