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Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele! romance Capítulo 383

— Eu realmente não sou uma boa mãe. O Tetéu ficou doente e eu nem percebi. Se não fosse a Dona Irene, ele poderia ter tido uma febre tão alta a ponto de sofrer danos cerebrais, e eu não teria a menor ideia do que estava acontecendo.

— Você já é mãe. — Cecília puxou dois lenços de papel e os entregou a ela. — Não pode ficar chorando assim, tem que dar o exemplo para o seu filho.

Manuela ergueu o rosto e cobriu os olhos com o lenço. Em poucos segundos, o papel já estava completamente encharcado.

— Cecília, minha vida saiu totalmente dos planos. Eu achava que, para ter um filho, bastava ter dinheiro suficiente para criá-lo.

Mas, depois que a criança nasceu, ela descobriu que havia muitas coisas sobre as quais não tinha escolha.

Ela sonhava em ser uma mãe despreocupada. Uma mãe que, quando tivesse tempo, mimaria o bebê e o encheria de carinho, e, quando estivesse ocupada, entregaria tudo para a babá.

Só que, quando o filho chorava, seu coração doía. Por mais cansada que estivesse, sempre encontrava forças para brincar com ele. Quando ele adoecia, ela sentia o peito ser tomado pela preocupação.

Suas emoções oscilavam totalmente de acordo com o bem-estar dele.

— Quando você decidiu fazer a fertilização para ter um filho, eu já tinha te dito que isso é uma vida, não uma boneca que se compra com dinheiro. No momento em que ele nasce, você passa a ser responsável por ele. — Enquanto falava, Cecília ajeitou delicadamente os cabelos desgrenhados da amiga. — Você ter se tornado incapaz de agir como antes, presa às circunstâncias, prova que é uma pessoa que dá valor aos sentimentos. Você está caminhando na direção de se tornar uma boa mãe. Você está indo muito bem.

Boa mãe.

Aquelas duas palavras eram estranhas demais para Manuela. Ela sempre se tinha definido como uma mãe descolada, nunca como uma mãe exemplar.

— Cecília, ser uma boa mãe é tão cansativo, tão difícil. — Ela tirou o lenço dos olhos, amassou-o numa bolinha e o jogou na lixeira. — Agora eu entendo por que tanta gente só tem filhos depois de casar. Pelo menos existe outra pessoa para dividir o fardo. — Ela olhou discretamente para fora do quarto e baixou ainda mais a voz. — Um pai é o maior apoio que uma mãe e um filho podem ter.

Assim como naquela noite. Aquele homem só teve coragem de intimidá-las porque eram uma mãe sozinha e uma criança, porque não havia um homem ao lado delas.

Cecília a encarou por alguns segundos e então colocou a mão em sua testa.

— Você não está com febre, então por que está delirando?

Ela praticamente conseguia adivinhar o que Manuela diria em seguida.

A amiga afastou sua mão.

— O Heitor também foi legal. Ele até parou para ajudar a gente.

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