— Vai com mais calma.
— Arthur... já acabou?
Larissa mantinha o rosto baixo. Os olhos, fechados, como se nem ousasse olhar. A pergunta saiu num fio de voz, trêmula, macia demais.
Antes, ela era toda orgulho e brilho. Mas cinco anos ao lado de Ciro lhe desgastaram a alma, deixando nela uma cautela que não combinava com a mulher que um dia foi.
E, naquele instante, aquela fragilidade quase doía.
As pupilas de Arthur se contraíram de leve. Quando falou, a voz saiu mais rouca do que antes:
— Está quase acabando.
Por sorte, o ferimento não era fundo. O cuidado era mais para evitar infecção. Limpar bem já bastava para deixá-lo mais tranquilo.
Depois da desinfecção, ele colou um curativo sobre o arranhão.
Arthur jogou o cotonete fora e começou a guardar os frascos sobre a mesa.
— Pronto.
— Obrigada.
Larissa enfim soltou o ar. Olhou para a palma da mão.
Ela sempre foi sensível à dor.
Uma ferida pequena, daquelas que outras pessoas quase nem sentiam, nela ardia o suficiente para dar vontade de chorar.
Então se lembrou da força com que agarrou o braço de Arthur há pouco. Num impulso, puxou a mão dele e dobrou a manga da camisa.
Uma fileira de marcas de unha apareceu diante dela.
Fundas. Quase abertas na pele.
O peito de Larissa apertou.
— Desculpa. Eu não fiz por querer.
— Está tudo bem. Não se culpa.
Arthur segurou a mão dela e puxou a manga de volta, cobrindo as marcas. Depois ergueu uma sobrancelha, o olhar escuro preso nela com uma calma perigosa.
— Mas, se quer mesmo me compensar, pode começar me contando o que aconteceu esta noite.
— ...
Mesmo que ele não perguntasse, Larissa já pretendia explicar.
Então contou tudo, sem esconder nada.
— Esta noite, foi o Ciro que apareceu a tempo e me salvou. Se ele não chegasse, nem sei o que podia acontecer comigo e com a Zelda.
Ao dizer isso, ainda sentiu um frio discreto no estômago.
Aquela talvez fosse a única coisa decente que Ciro fez em muito tempo.
Depois de ouvir tudo, o peso que Arthur carregava no peito enfim cedeu.
Bastava saber que ela não pensava em voltar para Ciro.
No mesmo instante, a raiva que ainda restava se desfez.
Os olhos fundos de Arthur ficaram sobre ela. A frase veio baixa, mas trazia outra camada por baixo:
— Belmonte é a capital. E a segurança daqui sempre foi famosa.
Larissa abriu os olhos de repente.
— Você acha que o que aconteceu esta noite foi armado?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...