Larissa quase não suportava mais.
Cada toque parecia acender alguma coisa sob a pele. De repente, segurou a mão de Arthur, aquela mão atrevida que subia por seu corpo sem pedir licença. A respiração dela já vinha mais pesada, quebrada na beira da voz.
— Não mexe...
Ela ergueu os olhos para ele.
O rubor tingia seu rosto bonito, e aqueles olhos limpos, claros demais, fizeram Arthur sentir que o desejo dele, naquele instante, quase a profanava.
Ao perceber a resistência dela, o fogo nos olhos de Arthur se apagou pouco a pouco.
— Entendi.
Larissa percebeu na hora que ele interpretou aquilo como uma recusa. Quis explicar, mas as palavras tropeçaram antes de nascer.
— Eu não...
— Não o quê?
Arthur se levantou. Alto, impecável, caminhou até a geladeira, pegou uma garrafa de água gelada e bebeu quase tudo de uma vez.
— Eu não obrigo ninguém a nada, Larissa. Já disse que posso esperar você.
Ele segurou a garrafa por um instante, a voz baixa, rouca, ainda marcada pelo esforço de se conter.
— Mas continuo dizendo a mesma coisa: não me faça esperar demais.
Na última frase, ergueu os olhos para ela.
O olhar era escuro, fundo demais, e guardava emoções que Larissa não conseguia decifrar.
Ao ouvir aquilo, ela sentiu, por um segundo absurdo, como se fosse a vilã daquela história.
Arthur era bom.
Bom de verdade.
Não era o homem frio e impiedoso que muita gente enxergava por fora. Por baixo daquela distância, existia alguém maduro, gentil, cuidadoso. Um homem que sabia medir a própria força e ainda assim fazer uma mulher se sentir protegida.
E a verdade era que ela não sentia repulsa por fazer aquilo com ele.
Não sentia.
Só que o coração dela tropeçava em coisas que a razão não conseguia organizar.
Ele não a amava.
E ela mesma não sabia se o que sentia por ele era apenas ausência de rejeição... ou se já começava a ser algo mais perigoso.
De repente, aquele homem que um dia ocupou um lugar distante, quase familiar, se tornou seu marido.
Era difícil separar tudo de uma hora para outra. Difícil entender onde terminava a confiança antiga e onde começava aquele calor novo, insistente, que crescia quando ele se aproximava.
Além disso, havia a pessoa de quem ele gostava.
— Arthur.
Larissa não quis mais adivinhar. Reuniu coragem e perguntou:
— Quem é a pessoa de quem você gosta?
Arthur arremessou a garrafa vazia de água mineral no lixo com precisão. Depois pegou um copo de água morna, voltou até ela e o entregou.
— Uma garota meio boba. Às vezes, explosiva demais.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...