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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 163

Quando os pratos chegaram, Zelda enfim voltou à mesa.

Mas o desânimo estampado em seu rosto deixava claro que alguma coisa aconteceu.

— O que foi?

Larissa percebeu que ela estava abatida e perguntou com cuidado.

Zelda espetava distraidamente o arroz com porco assado, sem a menor vontade de comer. Manteve o rosto baixo por alguns segundos antes de responder:

— É um problema lá de casa.

Ergueu os olhos para Larissa, como se quisesse dizer mais, mas não soubesse por onde começar.

Larissa arqueou uma sobrancelha.

— Dinheiro?

Zelda assentiu.

— Um pai viciado em jogo, uma mãe que nunca sabe o que fazer e um irmão ainda no ensino médio...

Um sorriso amargo lhe passou pelos lábios.

— Toda a casa depende de mim. Meu cachê já não é grande coisa, e quase tudo vai para eles.

Ela respirou fundo, tentando segurar a frustração.

— Pode rir de mim, mas, há poucos dias, mandei trinta mil. Agora acabaram de ligar pedindo mais cento e cinquenta. De onde eu vou tirar esse dinheiro?

A voz se apertou no fim.

Quanto mais falava, mais difícil ficava impedir as lágrimas.

Larissa pousou a mão em seu ombro.

— Come primeiro. A gente vai encontrar uma saída.

Zelda tentou se recompor e voltou a mexer no prato, mas o apetite já se perdeu por completo. Depois de poucas garfadas, largou os hashis.

Na hora de ir embora, ela se adiantou para pagar a conta.

Larissa não discutiu.

Zelda a convidou para almoçar. Se Larissa insistisse em pagar, só faria com que ela se sentisse ainda pior.

Perto do restaurante havia uma rua de pedestres cheia de lojas e movimento.

Zelda decidiu que precisava se distrair e puxou Larissa para lá.

— A vida já é difícil o bastante. O que vier, a gente enfrenta. Mas não dá para esquecer de ser feliz no meio do caminho.

Ela sorriu para Larissa com uma leveza quase despreocupada.

— Você também precisa pensar mais em si mesma. Se gostar de alguma coisa, compre. E, se gostar de alguém, tenha coragem de lutar por essa pessoa. Porque, quando a gente deixa escapar, o arrependimento vem tarde demais.

Larissa parou por um instante.

Aquelas palavras a levaram de volta a cinco anos antes.

Aos dezessete, ela também acreditava nisso.

Foi por pensar assim que reuniu coragem para correr atrás de Ciro.

E ele, em troca, a empurrou para o fundo de um abismo.

— Cuidado!

Zelda puxou Larissa com toda a força.

Crash!

No instante seguinte, um vaso despencou de um andar acima e se espatifou exatamente onde Larissa estava segundos antes.

Larissa arregalou os olhos e fitou Zelda, ainda com o coração disparado.

— Obrigada.

Zelda levou a mão ao peito, tentando recuperar o fôlego.

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