Quando os pratos chegaram, Zelda enfim voltou à mesa.
Mas o desânimo estampado em seu rosto deixava claro que alguma coisa aconteceu.
— O que foi?
Larissa percebeu que ela estava abatida e perguntou com cuidado.
Zelda espetava distraidamente o arroz com porco assado, sem a menor vontade de comer. Manteve o rosto baixo por alguns segundos antes de responder:
— É um problema lá de casa.
Ergueu os olhos para Larissa, como se quisesse dizer mais, mas não soubesse por onde começar.
Larissa arqueou uma sobrancelha.
— Dinheiro?
Zelda assentiu.
— Um pai viciado em jogo, uma mãe que nunca sabe o que fazer e um irmão ainda no ensino médio...
Um sorriso amargo lhe passou pelos lábios.
— Toda a casa depende de mim. Meu cachê já não é grande coisa, e quase tudo vai para eles.
Ela respirou fundo, tentando segurar a frustração.
— Pode rir de mim, mas, há poucos dias, mandei trinta mil. Agora acabaram de ligar pedindo mais cento e cinquenta. De onde eu vou tirar esse dinheiro?
A voz se apertou no fim.
Quanto mais falava, mais difícil ficava impedir as lágrimas.
Larissa pousou a mão em seu ombro.
— Come primeiro. A gente vai encontrar uma saída.
Zelda tentou se recompor e voltou a mexer no prato, mas o apetite já se perdeu por completo. Depois de poucas garfadas, largou os hashis.
Na hora de ir embora, ela se adiantou para pagar a conta.
Larissa não discutiu.
Zelda a convidou para almoçar. Se Larissa insistisse em pagar, só faria com que ela se sentisse ainda pior.
Perto do restaurante havia uma rua de pedestres cheia de lojas e movimento.
Zelda decidiu que precisava se distrair e puxou Larissa para lá.
— A vida já é difícil o bastante. O que vier, a gente enfrenta. Mas não dá para esquecer de ser feliz no meio do caminho.
Ela sorriu para Larissa com uma leveza quase despreocupada.
— Você também precisa pensar mais em si mesma. Se gostar de alguma coisa, compre. E, se gostar de alguém, tenha coragem de lutar por essa pessoa. Porque, quando a gente deixa escapar, o arrependimento vem tarde demais.
Larissa parou por um instante.
Aquelas palavras a levaram de volta a cinco anos antes.
Aos dezessete, ela também acreditava nisso.
Foi por pensar assim que reuniu coragem para correr atrás de Ciro.
E ele, em troca, a empurrou para o fundo de um abismo.
— Cuidado!
Zelda puxou Larissa com toda a força.
Crash!
No instante seguinte, um vaso despencou de um andar acima e se espatifou exatamente onde Larissa estava segundos antes.
Larissa arregalou os olhos e fitou Zelda, ainda com o coração disparado.
— Obrigada.
Zelda levou a mão ao peito, tentando recuperar o fôlego.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...