O mês de julho tornava Aurimare quase insuportável de tão abafada.
Assim que Larissa entrou no carro, o ar fresco a envolveu por inteiro. Ela consultou o horário no celular e olhou para Arthur.
— Você está livre amanhã?
— Estou.
Arthur tomou sua mão entre as dele.
— Eu sei que amanhã faz mais um ano que sua mãe se foi. Vou com você. Já deixei tudo preparado para a homenagem.
Larissa virou o rosto devagar.
Por alguns segundos, apenas contemplou os traços elegantes de Arthur, banhados por uma ternura que quase lhe doeu.
— Como você se lembrou?
Uma sombra se escondeu no fundo do olhar dele, mas o sorriso que lhe ofereceu foi sereno.
— Você comentou uma vez. Eu guardei.
O nariz de Larissa ardeu.
O calor subiu aos olhos tão depressa que ela quase não conseguiu conter as lágrimas. Ainda assim, respirou fundo e forçou um pequeno sorriso.
— Obrigada por se lembrar dessas coisas.
Nem ela mesma acreditava que, no dia seguinte, Arthur estaria ao seu lado diante do túmulo de sua mãe.
A princípio, nem pretendia convidá-lo.
Mas se lembrava do desejo que a mãe repetia quando ainda estava viva: que a filha crescesse e encontrasse alguém que a tratasse bem, que soubesse cuidar dela.
Arthur talvez não a amasse.
Ainda assim, por algum motivo, Larissa sentia que ele era exatamente o homem que sua mãe esperou que surgisse em sua vida.
Queria levá-lo até ela.
Queria que a mãe o visse.
No dia seguinte, no cemitério, Arthur realmente permaneceu ao seu lado diante da lápide.
Larissa fitou a fotografia da mãe, ainda jovem, com aquele sorriso suave que o tempo não conseguiu apagar.
A saudade veio como uma maré, tomando tudo por dentro.
— Mãe, eu me casei.
Ela tentou manter a voz firme, mas o silêncio se alongou até a garganta se fechar.
— Eu trouxe meu marido para conhecer você.
Larissa olhou de relance para Arthur.
— É o Arthur. Você já o conhecia. Daqui para a frente, ele vai ficar comigo... então você e o papai podem ficar tranquilos.
Quando saíram de casa, o sol castigava Aurimare sem piedade.
Agora, porém, o céu se cobria pouco a pouco.
A visão de Larissa começou a embaçar. Ela nem soube dizer se era o calor, a umidade no ar ou aquela saudade que já não cabia no peito.
Só percebeu quando uma gota fria deslizou por sua face.
Passou a mão no rosto.
Estava chorando.
Que falta de jeito.
Prometeu a si mesma que, daquela vez, viria ver a mãe sorrindo. Que não derramaria uma única lágrima.
Mas...
Beatriz disse que ela trouxe a morte para os próprios pais.
E Larissa sentia tanta falta deles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...