— Larissa. — A voz de Ciro cortou o silêncio do quarto.
O corpo dela enrijeceu. Ao erguer o rosto, deu de cara com a expressão sombria dele.
Larissa olhou em volta. Não havia ninguém. A cuidadora e a doméstica saíram para preparar o almoço.
— O que você está fazendo aqui? — A voz dela saiu fria.
Ciro apertou os dentes, segurando a raiva, e falou baixo:
— Eu sei que ontem o Fábio passou do ponto e te machucou. Mas você começou. Você estava errada primeiro, por causa da Mel.
Ele continuou, como se fosse óbvio.
— E você também não devia ir reclamar com o Arthur pra ele perseguir o Fábio daquele jeito.
Era sempre assim.
Em qualquer situação, Ciro só sabia acusar. Nem perguntava. Já vinha com sentença pronta.
Larissa não teve vontade de gastar mais nada.
— Então você veio pra quê? Pra me julgar?
A frieza dela fez algo tremer no peito de Ciro. Por um segundo, pareceu que ia perdê-la.
Mas ele afastou a sensação rápido. Larissa passou cinco anos presa nele. Não ia deixar de amar assim.
Ciro falou como quem concede um favor:
— Você fez tudo isso porque ficou com raiva de eu não ir ao cartório com você. Então faz o seguinte. Fala com o Arthur pra ele deixar o Fábio em paz.
Ele ajeitou o tom, generoso.
— E você não precisa mais pedir desculpas pra Mel. Daqui a uma semana, no seu aniversário, a gente vai ao cartório e registra.
Do lado de fora do quarto, Arthur voltou em passos rápidos. Ao ouvir a voz de Ciro, parou. As pernas longas travaram no corredor.
Dentro, Larissa percebeu uma coisa simples. Quando a pessoa fica sem palavras de tão absurda a situação... ela ri.
— Ciro, de onde você tirou que eu quero ir ao cartório com você?
Ciro respondeu com a cara mais natural do mundo:
— A gente ficou junto cinco anos. Eu sei o quanto você me ama. Você fazer isso não é surpresa.
Ele esticou a mão para segurar a dela. Larissa puxou de volta, com nojo.
Ciro piscou, surpreso. E, na cabeça dele, aquilo só podia ser birra.
— Larissa, para com isso. Eu errei, tá? — Ele insistiu, tentando amansar. — Vamos ficar bem. Vamos voltar.
A voz desceu, como quem “acalma” uma criança.
— Daqui a uma semana, no seu aniversário, a gente vai ao cartório. Tudo bem?
Larissa o encarou, serena demais, vendo de perto aquele jeito convencido.
Por anos, Larissa só agora percebeu uma coisa. Ciro era comum.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...
Não tem capítulos hoje????...