Larissa voltou ao escritório e retomou o trabalho no sistema de direção autônoma.
Se conseguisse aperfeiçoar de vez a inteligência do programa, também resolveria as falhas nos protocolos de emergência e evasão. O risco de panes graves cairia drasticamente, e o projeto de veículos movidos a energia limpa finalmente venceria uma das barreiras que o prendiam havia tantos anos.
Era exatamente o futuro que seu pai sonhou construir.
Só que ele não conseguiu chegar até o fim. E pagou... por isso com a própria vida.
Larissa ficou imóvel diante da tela.
No fundo, ela sabia por que o pai se lançou com tanta obsessão àquela pesquisa.
Tudo começou com a morte da mãe.
Se, naquele acidente, a porta do carro não travasse por uma falha do sistema...
Talvez ela ainda estivesse viva.
O pai nunca se perdoou por não conseguir tirar a esposa de dentro do veículo. Mas, acima de tudo, passou a odiar uma tecnologia incapaz de salvar quem mais importava quando cada segundo decidia entre vida e morte.
Por anos, tentou mudar aquilo.
E morreu sem conseguir.
As lembranças vieram de uma vez.
O ar faltou.
Larissa sentiu os músculos começarem a tremer enquanto as linhas de código diante de seus olhos se desfaziam em imagens que ela tentou enterrar durante anos.
O rosto da mãe, coberto de sangue, encostado no vidro.
A vida se apagando pouco a pouco em seus olhos.
Então o fogo.
O carro em chamas.
A explosão.
Ela e o pai ficaram ali, impotentes, vendo as labaredas engolirem a mulher que amavam.
Sem conseguir fazer nada.
Naquela noite, até o céu parecia tingido de vermelho.
O mesmo vermelho feroz que consumiu o carro e levou sua mãe diante de seus olhos.
A cena se misturou à última lembrança do pai.
A mão dele, magra e sem força, ainda apertava a dela.
E aquela voz fraca voltou a ecoar dentro de sua cabeça:
— Minha menina... o papai não consegue mais.
Ele tentou sorrir.
— Não fica triste. Não chora, meu amor. O papai só vai encontrar a mamãe.
Os olhos de Larissa se encheram.
— Você é tão inteligente... Vai conseguir terminar aquilo que nós começamos, não vai?
— Não...
A palavra escapou como um gemido.
— Pai, não. Não morre...
Larissa se agarrou à mão magra dele com toda a força, chorando sem conseguir respirar.
— Eu já perdi a mamãe... Você... você também vai me deixar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...