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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 367

Larissa puxou o ar devagar.

Os dedos se fecharam na palma da mão, e ela já ia empurrar a porta para entrar.

Dessa vez, perguntaria cara a cara o que Arthur estava fazendo.

Então, a voz dele atravessou a porta, carregada de uma raiva contida:

— Se você está doente, vai se tratar.

O sorriso de Pamela desapareceu.

Os olhos ficaram vermelhos quase no mesmo instante, e ela o encarou com ódio.

— Se eu fiquei assim, foi você que me levou a isso!

Anos atrás, Arthur disse que, depois de perder a mulher de quem gostava, não aceitaria simplesmente ficar com outra.

Pamela acreditou nele.

E esperou cinco anos.

Mas, cinco anos depois, Arthur acabou ao lado justamente da ex-noiva do próprio irmão.

Para Pamela, aquilo era uma humilhação impossível de engolir.

Ela odiava aquilo.

Odiava Larissa.

— Saia daqui agora. — Arthur a advertiu, frio. — E não deixe Larissa ver você.

Pamela soltou uma risada amarga.

— Eu não vou a lugar nenhum. E o que você vai fazer?

Seus olhos ficaram cada vez mais sombrios.

— Você é meu. Que direito ela tem de ficar com você? Eu não vou deixar aquela mulher ser feliz!

A última réstia de paciência desapareceu do rosto de Arthur.

Ele agarrou Pamela pelo pescoço e a imobilizou contra a parede.

— Então escuta bem.

Sua voz saiu baixa, cortante.

— Ela não me roubou de ninguém.

Os olhos escuros se fixaram nos dela.

— Fui eu que finalmente consegui ficar com ela.

Do lado de fora, os olhos de Larissa se abriram um pouco mais.

A mão, já erguida diante da porta, congelou no ar.

O que Arthur quis dizer com aquilo?

Será que...

— Arthur!

Pamela desabou.

As lágrimas começaram a cair enquanto ela o encarava, quase fora de si.

— E eu? O que eu sou para você?

Arthur respondeu sem qualquer hesitação:

— Um erro.

Não havia calor algum em sua voz.

— Se eu soubesse que você ia se prender a mim e me perseguir desse jeito, naquele dia eu preferia morrer a deixar você levar aquela facada por mim.

Pamela ficou paralisada.

Por um instante, pareceu nem conseguir respirar. As lágrimas despencaram de vez.

— O que você está dizendo? Você... me odeia tanto assim?

— Foi você que decidiu se meter entre mim e ela.

O rosto de Arthur estava gelado, e seus olhos escuros pareciam ainda mais profundos sob aquela raiva controlada.

Então cada palavra saiu com uma nitidez assustadora:

— Se você tocar nela, eu mato você.

Pamela começou a rir no meio do choro.

Uma risada quebrada, quase histérica.

— Está bem! Muito bem!

Ela o encarou com os olhos tomados pelo desespero.

— Já que é assim, Arthur, eu quero ver o que você vai fazer se eu matar ela.

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