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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 368

O medo de realmente ter matado alguém ainda não abandonava Larissa. Sem perceber, ela segurou a mão de Arthur com força.

— Ela vai morrer?

A cena lhe trouxe uma sensação estranhamente familiar.

Da outra vez, Arthur também ficou ao seu lado daquele jeito. Não a deixou sozinha nem por um instante, apenas continuou acalmando-a, até que sua presença devolveu a Larissa a segurança que ela já não conseguia encontrar em si mesma.

— Não vai. Fica tranquila.

Arthur passou a mão algumas vezes por seus cabelos, se inclinou e beijou sua testa.

A voz grave continuou junto dela, paciente, repetindo a certeza de que precisava ouvir naquele momento.

— Não se preocupa. Aconteça o que acontecer, eu estou aqui para segurar tudo com você.

Larissa ergueu os olhos e ficou olhando para ele.

O arrependimento veio devagar, misturado a uma culpa difícil de ignorar.

Arthur sempre a tratou com tanto cuidado.

E, mesmo assim, mais de uma vez ela quase deixou que dúvidas plantadas por outras pessoas abalassem a confiança que depositava nele.

Num impulso, Larissa se jogou em seus braços.

Não queria voltar sozinha.

— Você vai para o hospital, não vai? Eu vou com você.

Ela continuou abraçada a ele, sem intenção de soltá-lo.

Larissa detestava Pamela, mas isso não diminuía o medo de que algo realmente grave acontecesse.

Se aquela mulher morresse... Larissa não sabia como conviveria com a ideia de ter tirado uma vida.

Arthur percebeu o que a atormentava e acariciou seus cabelos com ternura.

— Eu sei que você não vai conseguir ficar tranquila sem saber como ela está.

Ele pensou por um instante.

— Faz assim. Eu volto com você para casa. Não precisa ir ao hospital.

Larissa levantou o rosto, surpresa.

— E ela?

— Pedro foi junto. Se acontecer qualquer coisa, ele me liga.

Arthur deu algumas palmadinhas leves em suas costas.

Desde o momento do acidente, não saiu de sua boca uma única palavra de reprovação.

Ao contrário.

Arthur só se preocupou em acalmá-la, como se o mais importante fosse impedir que aquele susto continuasse consumindo Larissa.

A forma como ele a protegia foi dissolvendo pouco a pouco a inquietação que ainda restava.

Ela assentiu, dócil.

— Está bem.

...

Larissa voltou para casa acompanhada por Arthur.

No caminho, conseguiu recuperar a calma aos poucos.

O cheiro de sangue ainda parecia impregnado em suas roupas e na pele, então, assim que chegou, foi direto tomar banho.

Quando saiu, Arthur já não estava no quarto.

Larissa foi procurá-lo no escritório.

A porta estava apenas encostada, deixando uma fresta aberta.

Antes mesmo de entrar, ouviu a voz dele ao telefone:

— Se ela está fora de perigo, ótimo. Fica de olho nela.

Arthur deu a ordem em tom baixo e encerrou a ligação.

Larissa bateu de leve na porta antes de empurrá-la.

Arthur se virou.

Assim que a viu, atravessou o escritório em passos largos e parou diante dela.

— Melhorou depois do banho?

— Bastante.

Larissa ergueu o rosto para ele.

— E ela? Como está?

— Ela bateu a cabeça e abriu um corte, mas não foi nada fatal. Já está fora de perigo. Então para de se preocupar, boba.

Arthur segurou o rosto dela entre as mãos.

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