O medo de realmente ter matado alguém ainda não abandonava Larissa. Sem perceber, ela segurou a mão de Arthur com força.
— Ela vai morrer?
A cena lhe trouxe uma sensação estranhamente familiar.
Da outra vez, Arthur também ficou ao seu lado daquele jeito. Não a deixou sozinha nem por um instante, apenas continuou acalmando-a, até que sua presença devolveu a Larissa a segurança que ela já não conseguia encontrar em si mesma.
— Não vai. Fica tranquila.
Arthur passou a mão algumas vezes por seus cabelos, se inclinou e beijou sua testa.
A voz grave continuou junto dela, paciente, repetindo a certeza de que precisava ouvir naquele momento.
— Não se preocupa. Aconteça o que acontecer, eu estou aqui para segurar tudo com você.
Larissa ergueu os olhos e ficou olhando para ele.
O arrependimento veio devagar, misturado a uma culpa difícil de ignorar.
Arthur sempre a tratou com tanto cuidado.
E, mesmo assim, mais de uma vez ela quase deixou que dúvidas plantadas por outras pessoas abalassem a confiança que depositava nele.
Num impulso, Larissa se jogou em seus braços.
Não queria voltar sozinha.
— Você vai para o hospital, não vai? Eu vou com você.
Ela continuou abraçada a ele, sem intenção de soltá-lo.
Larissa detestava Pamela, mas isso não diminuía o medo de que algo realmente grave acontecesse.
Se aquela mulher morresse... Larissa não sabia como conviveria com a ideia de ter tirado uma vida.
Arthur percebeu o que a atormentava e acariciou seus cabelos com ternura.
— Eu sei que você não vai conseguir ficar tranquila sem saber como ela está.
Ele pensou por um instante.
— Faz assim. Eu volto com você para casa. Não precisa ir ao hospital.
Larissa levantou o rosto, surpresa.
— E ela?
— Pedro foi junto. Se acontecer qualquer coisa, ele me liga.
Arthur deu algumas palmadinhas leves em suas costas.
Desde o momento do acidente, não saiu de sua boca uma única palavra de reprovação.
Ao contrário.
Arthur só se preocupou em acalmá-la, como se o mais importante fosse impedir que aquele susto continuasse consumindo Larissa.
A forma como ele a protegia foi dissolvendo pouco a pouco a inquietação que ainda restava.
Ela assentiu, dócil.
— Está bem.
...
Larissa voltou para casa acompanhada por Arthur.
No caminho, conseguiu recuperar a calma aos poucos.
O cheiro de sangue ainda parecia impregnado em suas roupas e na pele, então, assim que chegou, foi direto tomar banho.
Quando saiu, Arthur já não estava no quarto.
Larissa foi procurá-lo no escritório.
A porta estava apenas encostada, deixando uma fresta aberta.
Antes mesmo de entrar, ouviu a voz dele ao telefone:
— Se ela está fora de perigo, ótimo. Fica de olho nela.
Arthur deu a ordem em tom baixo e encerrou a ligação.
Larissa bateu de leve na porta antes de empurrá-la.
Arthur se virou.
Assim que a viu, atravessou o escritório em passos largos e parou diante dela.
— Melhorou depois do banho?
— Bastante.
Larissa ergueu o rosto para ele.
— E ela? Como está?
— Ela bateu a cabeça e abriu um corte, mas não foi nada fatal. Já está fora de perigo. Então para de se preocupar, boba.
Arthur segurou o rosto dela entre as mãos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...