Larissa permaneceu diante da sala de cirurgia, consumida pela espera.
Por dentro, era como se alguma coisa tivesse cedido de vez.
A angústia abriu um vazio tão grande que, depois de certo ponto, até a dor pareceu se afastar. Restou apenas aquela dormência estranha, pesada, que deixava tudo distante.
Pouco depois, a família Vasconcelos chegou ao hospital.
Rafael acompanhava Henrique, que veio apoiado em sua bengala até parar diante dela.
Ao ver o rosto pálido de Larissa, o peso da culpa caiu sobre o velho senhor.
— Lari... esta noite, foi a família Vasconcelos que falhou com você.
Henrique bateu a bengala no chão com força, tomado pela indignação.
— Eu vou perguntar tudo ao Arthur, detalhe por detalhe. E vou dar a você uma explicação.
Larissa sempre respeitou Henrique. O que aconteceu naquela noite não era culpa dele.
Seus olhos, ainda vazios, se moveram devagar até o rosto do velho senhor.
— Sr. Henrique... meu avô vai ficar bem, não vai?
A voz estava rouca.
Henrique respondeu imediatamente:
— Vai. Claro que vai ficar bem.
Larissa assentiu de leve.
— Eu também acredito.
Seu olhar voltou para a porta fechada.
— Meu avô vai ficar bem.
Mas não havia convicção luminosa naquela frase.
Larissa parecia esvaziada.
Não chorava, não reclamava, não demonstrava revolta. Era como se tudo o que a sustentou ao longo da noite se desgastasse de uma vez, deixando apenas uma calma silenciosa que inquietava ainda mais quem a observava.
Henrique sentiu o peito pesar.
Preferia vê-la chorar. Preferia até que ela perdesse a paciência, gritasse, despejasse toda a mágoa sobre eles.
Qualquer coisa seria menos preocupante do que aquela serenidade sem vida.
Larissa continuou olhando para a porta da emergência.
Depois falou baixinho:
— Sr. Henrique, já está tarde. Sua saúde também importa. Volta para casa e descansa.
— Larissa... — Rafael não conseguiu se conter.
Aquela forma de falar, aquela ausência de reação, tudo parecia errado.
Larissa não respondeu.
Henrique engoliu em seco.
— Lari, se quiser chorar, chora. Não precisa segurar tudo sozinha.
Ela baixou os olhos.
A expressão continuava serena demais.
Fria demais.
— Quero ficar aqui esperando meu avô sair.
Fez uma breve pausa.
— Vocês podem voltar.
Henrique entendeu.
Ela estava pedindo que fossem embora.
E, depois de tudo o que aconteceu naquela noite, não tinha sequer o direito de insistir.
A família Vasconcelos passou dos limites. Eles deviam aquilo a Larissa.
Rafael ainda quis falar, mas Henrique segurou seu braço e o impediu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...