De repente, Larissa cobriu o rosto com as duas mãos e se agachou.
Enterrou o rosto entre os braços e os joelhos, enquanto os ombros tremiam sem controle.
Mesmo assim, mordeu o lábio inferior com tanta força que quase o feriu, recusando-se a deixar escapar um único soluço.
Ao vê-la daquele jeito, a garganta de Arthur se fechou.
A mão apoiada na quina da parede se contraiu até os dedos perderem a cor. As unhas rasparam o reboco com tamanha força que a pele junto a elas se rompeu, e pequenos fios de sangue começaram a surgir.
Arthur deu um passo.
Queria ir até ela. Queria puxá-la para os braços e não soltá-la mais.
Então, de repente, a porta da emergência se abriu com um ruído seco.
O médico saiu, retirando a máscara.
— O atendimento foi feito a tempo. O paciente está fora de perigo.
Toda a tensão que sustentava Larissa se desfez naquele instante.
Ela cobriu o rosto e finalmente chorou.
Ainda bem. Seu avô estava bem.
Arthur parou onde estava.
A sombra em seus olhos se aprofundou, mas ele apenas permaneceu ali, contendo o impulso de se aproximar enquanto observava Larissa de longe.
Pedro percebeu sua presença e soltou um suspiro impotente.
Pouco depois, cuidou de toda a parte burocrática e providenciou a transferência de Samuel para uma suíte de cuidados especiais.
Do lado de fora do quarto, Pedro se aproximou de Larissa e falou em voz baixa:
— Sra. Vasconcelos, já está tudo resolvido. A senhora também está exausta. Que tal eu levar você para casa e deixar os profissionais cuidando dele por enquanto?
Larissa não respondeu à sugestão.
Apenas disse:
— Você trabalhou muito esta noite. Obrigada. Pode ir descansar.
Pedro abriu a boca, ainda querendo insistir.
Então viu a figura alta que se aproximava pelo corredor.
Sem dizer mais nada, se afastou em silêncio.
Larissa percebeu alguém chegando por trás.
Antes mesmo de se virar, reconheceu o aroma.
A nota familiar de cedro.
E, misturado a ela, aquele leve perfume feminino que já sentiu algumas vezes nas roupas de Arthur.
Os lábios de Larissa se curvaram num sorriso sem humor.
— Larissa, como você está?
Arthur parou atrás dela e pousou a mão sobre seu ombro.
— Tem gente cuidando do seu avô aqui. Primeiro volta para casa e descansa...
A mão mal tocou nela.
Larissa se esquivou de imediato, como se aquele contato a incomodasse fisicamente.
Então se virou e o encarou de frente.
Seu olhar estava frio.
— Eu não mandei você não vir atrás de mim? O que ainda está fazendo aqui?
A reação dela atravessou Arthur por dentro, mas ele não demonstrou.
Ou talvez simplesmente não quisesse aceitar aquela distância.
— Eu fiquei preocupado. Vim ver como vocês estavam.
Larissa ergueu os olhos para ele. Não havia raiva explosiva em seu rosto. E justamente por isso doía mais.
Ela o olhava com uma frieza distante, quase como se estivesse diante de um estranho.
— Não precisa se incomodar comigo, Sr. Arthur.
Sua voz saiu baixa e sem qualquer afeto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...