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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 376

De repente, Larissa cobriu o rosto com as duas mãos e se agachou.

Enterrou o rosto entre os braços e os joelhos, enquanto os ombros tremiam sem controle.

Mesmo assim, mordeu o lábio inferior com tanta força que quase o feriu, recusando-se a deixar escapar um único soluço.

Ao vê-la daquele jeito, a garganta de Arthur se fechou.

A mão apoiada na quina da parede se contraiu até os dedos perderem a cor. As unhas rasparam o reboco com tamanha força que a pele junto a elas se rompeu, e pequenos fios de sangue começaram a surgir.

Arthur deu um passo.

Queria ir até ela. Queria puxá-la para os braços e não soltá-la mais.

Então, de repente, a porta da emergência se abriu com um ruído seco.

O médico saiu, retirando a máscara.

— O atendimento foi feito a tempo. O paciente está fora de perigo.

Toda a tensão que sustentava Larissa se desfez naquele instante.

Ela cobriu o rosto e finalmente chorou.

Ainda bem. Seu avô estava bem.

Arthur parou onde estava.

A sombra em seus olhos se aprofundou, mas ele apenas permaneceu ali, contendo o impulso de se aproximar enquanto observava Larissa de longe.

Pedro percebeu sua presença e soltou um suspiro impotente.

Pouco depois, cuidou de toda a parte burocrática e providenciou a transferência de Samuel para uma suíte de cuidados especiais.

Do lado de fora do quarto, Pedro se aproximou de Larissa e falou em voz baixa:

— Sra. Vasconcelos, já está tudo resolvido. A senhora também está exausta. Que tal eu levar você para casa e deixar os profissionais cuidando dele por enquanto?

Larissa não respondeu à sugestão.

Apenas disse:

— Você trabalhou muito esta noite. Obrigada. Pode ir descansar.

Pedro abriu a boca, ainda querendo insistir.

Então viu a figura alta que se aproximava pelo corredor.

Sem dizer mais nada, se afastou em silêncio.

Larissa percebeu alguém chegando por trás.

Antes mesmo de se virar, reconheceu o aroma.

A nota familiar de cedro.

E, misturado a ela, aquele leve perfume feminino que já sentiu algumas vezes nas roupas de Arthur.

Os lábios de Larissa se curvaram num sorriso sem humor.

— Larissa, como você está?

Arthur parou atrás dela e pousou a mão sobre seu ombro.

— Tem gente cuidando do seu avô aqui. Primeiro volta para casa e descansa...

A mão mal tocou nela.

Larissa se esquivou de imediato, como se aquele contato a incomodasse fisicamente.

Então se virou e o encarou de frente.

Seu olhar estava frio.

— Eu não mandei você não vir atrás de mim? O que ainda está fazendo aqui?

A reação dela atravessou Arthur por dentro, mas ele não demonstrou.

Ou talvez simplesmente não quisesse aceitar aquela distância.

— Eu fiquei preocupado. Vim ver como vocês estavam.

Larissa ergueu os olhos para ele. Não havia raiva explosiva em seu rosto. E justamente por isso doía mais.

Ela o olhava com uma frieza distante, quase como se estivesse diante de um estranho.

— Não precisa se incomodar comigo, Sr. Arthur.

Sua voz saiu baixa e sem qualquer afeto.

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