Larissa devolveu a caixa à penteadeira. Nos olhos havia uma tristeza quieta, mas também uma decisão que já não deixava espaço para recuo.
Ela baixou o olhar.
— Só arrumei o que é meu. Não vou tocar no resto.
O relógio que ele comprou para a mulher que amava...
O anel de diamante que nunca pertenceu realmente a ela...
Larissa não queria levar nada daquilo.
Segurou a alça da mala e se preparou para sair.
Arthur avançou e segurou seu pulso.
— Vai simplesmente me deixar e ir embora?
O cheiro forte de cigarro chegou até Larissa no mesmo instante.
A reação veio quase por reflexo. Ela empurrou Arthur e recuou vários passos, como se precisasse colocar distância entre os dois.
— Não chega perto de mim.
A rejeição em seu gesto foi tão evidente que, por um instante, pareceu verdadeira aversão.
Larissa ergueu os olhos, frios.
— Ontem à noite foi o Sr. Arthur quem fez a própria escolha. Como isso virou eu abandonando você?
A frase atingiu em cheio.
Arthur apertou a mandíbula.
— Eu errei ao não tornar nosso casamento público ontem.
Sua voz baixou.
— Mas não fala em divórcio, está bem?
Ele tentou pegar a mão dela.
Larissa se esquivou antes que seus dedos a alcançassem.
Arthur ainda conteve a própria urgência e falou com paciência, a voz rouca de cansaço:
— Num casamento, a pior coisa é transformar divórcio numa palavra que se joga a cada briga. Se a gente repete demais... uma hora pode acabar virando verdade.
Larissa quase riu. E realmente riu.
Mas o sorriso logo perdeu força, e seus olhos voltaram a se encher de lágrimas.
— Arthur, vocês da família Vasconcelos gostam tanto assim de brincar comigo e me fazer de idiota?
Sua voz começou a tremer.
— Foi você quem disse que queria assumir nosso casamento. Foi você quem pediu que eu confiasse em você.
Ela respirou fundo, tentando manter o controle.
— E no fim?
A decepção em seus olhos era mais cortante do que qualquer grito.
— Você já fez sua escolha. Eu só estou respeitando.
Larissa segurou a mala novamente.
— Daqui pra frente, é melhor a gente não se encontrar mais.
Indicou a penteadeira com o olhar.
— Tudo o que você me deu está ali. Estou devolvendo ao dono.
Ela virou as costas e puxou a mala.
Não chegou a dar muitos passos.
Arthur segurou seu braço outra vez.
No instante seguinte, colocou algo em sua mão.
O relógio.
— Eu dei para você. Então é seu.
Na outra mão, Arthur ainda segurava o anel e tentou colocá-lo novamente em seu dedo.
Larissa olhou para aquilo e sentiu uma ironia amarga subir pela garganta.
Baixou os olhos para o relógio em sua palma.
Então sorriu, mas não havia alegria alguma naquele sorriso.
— Meu?
Ela levantou os olhos para Arthur.
— Arthur, você comprou este relógio cinco anos atrás para dar à mulher que amava.
A voz saiu cada vez mais baixa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...
Não tem capítulos hoje????...