As veias saltavam no dorso da mão de Arthur.
Seus dedos se fecharam com força em torno do relógio quebrado. Um fragmento de vidro entrou na pele, e o sangue surgiu quase no mesmo instante, escorrendo entre os dedos até pingar no chão.
O rosto de Arthur estava tomado por um vermelho intenso, quase febril.
Ele se obrigava a manter o controle, mas a tensão já escapava pelo corpo. A mandíbula cerrada, a respiração presa, as veias marcadas subindo pelo pescoço.
...
Larissa saiu puxando a mala e pegou um táxi.
No caminho, o celular tocou.
Era Alisa.
— Larissa, eu soube do que aconteceu ontem. Onde você está? Vou encontrar você.
Nos últimos dois dias, Alisa estava fora de Aurimare por causa de uma gravação e não conseguiu voltar a tempo para a festa de aniversário.
Até comprou um presente especialmente para Larissa, querendo compensar a ausência.
Só não imaginava que desembarcaria e encontraria uma confusão daquele tamanho.
Larissa passou a manhã inteira segurando tudo o que sentia. Mas, no instante em que ouviu a voz de Alisa, quase perdeu o pouco de controle que ainda restava.
Ergueu o rosto e piscou algumas vezes, forçando as lágrimas a recuarem.
Demorou um bom tempo até conseguir responder:
— Então ótimo... porque eu também estou sem ter para onde ir. Posso ficar na sua casa por enquanto?
— Claro.
Combinaram de se encontrar e encerraram a ligação.
Uma hora depois, chegaram praticamente ao mesmo tempo ao prédio de Alisa.
Larissa ainda estava diante da porta quando o elevador se abriu.
Assim que a viu, Alisa apressou o passo e foi direto até ela, envolvendo-a num abraço apertado.
— Meu amor... machucou muito, não foi? Vem cá.
A própria voz de Alisa embargou.
Ela apertou Larissa ainda mais contra si.
— Me desculpa. Uma coisa desse tamanho acontece e eu nem estava aqui com você.
Os olhos de Larissa já estavam inchados e vermelhos.
Ao ouvir aquilo, a emoção voltou a subir de imediato, apertando sua garganta.
Ela respirou fundo, segurou as lágrimas outra vez e deu algumas palmadinhas nas costas da amiga.
— Está bem... vamos entrar primeiro.
Só então Alisa pareceu se lembrar de que ainda estavam no corredor.
Soltou Larissa, abriu a porta e pegou a mala de sua mão.
— Aqui é sua casa também. Fica o tempo que quiser.
Enquanto puxava a mala para dentro, ainda resmungou, indignada:
— E esquece aqueles dois canalhas dos Vasconcelos. Não perde mais um minuto da sua vida com nenhum deles.
Alisa estava furiosa.
Jamais imaginou que Arthur faria uma coisa dessas com Larissa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...
Não tem capítulos hoje????...