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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 382

— Faz tanto tempo que eu não tomo café da manhã com o vovô Samuel. Quando o senhor acordar, eu prometo vir mais vezes. Que tal?

Alisa continuou conversando com ele como se Samuel pudesse ouvi-la.

Larissa observou a cena, e algo dentro dela finalmente encontrou um pouco de alívio.

Ela ainda tinha o avô. Ainda tinha Alisa.

Quanto a certas pessoas... Talvez só tivessem passado por sua vida.

Afinal, a vida não deixava de ser uma longa viagem: em cada parada, algumas pessoas chegavam, outras iam embora. Nem todo mundo que entrava no caminho ficava até o fim.

...

As duas só deixaram o hospital depois que anoiteceu.

Ao chegarem ao apartamento, Alisa pediu comida. Quando terminaram o banho, o pedido já estava na porta.

Larissa vestiu uma camiseta larga de tecido macio. Prendeu os cabelos de qualquer jeito com uma presilha, deixando o rosto completamente à mostra.

Sem maquiagem, com aquela aparência limpa e despretensiosa, parecia finalmente ter se livrado de uma parte do peso dos últimos dias.

O perfume fresco do banho ainda permanecia em sua pele.

Alisa se sentou ao lado dela, inclinou a cabeça sobre seu ombro e envolveu sua cintura com os braços.

— Meu amor, só de ter você aqui comigo, eu já fico feliz.

A respiração de Alisa fazia cócegas em seu pescoço.

Larissa riu e empurrou a cabeça dela para longe.

— Para de drama. A comida vai esfriar.

Alisa percebeu que sua tentativa descarada de fazer carinho foi desmascarada e começou a abrir as embalagens, uma por uma.

Ela pediu comida suficiente para alimentar muito mais do que duas pessoas.

Tinha vários pratos salteados, peixe assado, petiscos de pato e algumas sobremesas doces.

Tudo aquilo fazia parte das lembranças da época da faculdade.

Naqueles anos, Alisa adorava esse tipo de comida. Larissa, no começo, nem ligava muito, mas depois de tantas refeições juntas acabou pegando gosto também.

As duas comeram e conversaram sem pressa.

Em determinado momento, Alisa pousou os talheres e assumiu uma expressão solenemente séria.

— Tenho um desejo para o resto da vida.

Larissa olhou para ela.

— Que eu continue sempre ao seu lado.

Alisa ergueu a mão, como se fizesse um juramento.

— Vida longa à nossa amizade.

A frase tocou Larissa de um jeito inesperadamente profundo.

Ela sorriu e assentiu.

— Vida longa à nossa amizade.

Com Alisa, Larissa nunca precisava calcular cada palavra.

Não precisava temer uma traição escondida atrás de um sorriso.

Nem fingir que estava bem quando não estava.

Se quisesse chorar, chorava.

Se quisesse rir, ria.

Ali, podia simplesmente ser ela mesma.

Alisa, porém, girou os olhos pelo ambiente e franziu a testa.

— Ainda está faltando alguma coisa.

Larissa arqueou uma sobrancelha.

— Cerveja?

Alisa bateu as duas mãos, satisfeita.

— Isso! Eu sabia. Ninguém me conhece melhor do que você.

Ela se levantou do chão e correu até a cozinha.

Pouco depois, voltou com algumas garrafas de cerveja de trigo.

— Vamos nessa. É fraquinha.

Larissa pegou uma delas.

— Vamos.

Dessa vez, não recusou.

Dentro de Larissa, tudo parecia preso num nó impossível de desfazer.

Pesava. Entorpecia. Doía.

Talvez o álcool conseguisse ao menos silenciar aquilo por algumas horas. Talvez a deixasse dormir sem pensar, sem lembrar, sem sentir.

Mas, conforme os goles desciam, aconteceu justamente o contrário.

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