— Pamela, não me obriga a ir mais longe. Se alguma coisa acontecer com ela, eu mesmo acabo com você.
A ameaça saiu gelada, acompanhada por um olhar que não deixava qualquer dúvida de que Arthur falava sério.
Então ele soltou Pamela.
Sem lhe oferecer mais uma palavra, virou as costas e foi embora.
Pamela ficou pálida.
Ainda tentou correr atrás dele, mas Augusto segurou seu braço.
— Já não passou vergonha o bastante?
— Me solta!
Ela se debateu com força, a urgência beirando o pânico.
Estava com medo.
Medo de que, depois daquela noite, Arthur nunca mais aceitasse vê-la.
Pamela continuou tentando se libertar, mas Augusto não cedeu.
Só conseguiu assistir, impotente, enquanto Arthur entrava no carro e desaparecia dali.
Foi o bastante para que ela perdesse o controle outra vez.
— Me larga!
Pamela começou a golpear Augusto, socando seu peito e seus braços sem qualquer medida.
Ele suportou tudo sem reagir. No fim, simplesmente a arrastou até o próprio carro, a colocou lá dentro e mandou o motorista seguir.
Pouco depois, o veículo deixou o hospital e ganhou a avenida.
Pamela continuava chorando e gritando no banco traseiro, completamente descomposta. Toda a arrogância da herdeira dos Duarte desapareceu. Naquele momento, não passava de uma mulher consumida pelo próprio desespero.
Augusto pressionou os dedos contra a testa.
— Já terminou de enlouquecer?
Pamela virou o rosto para ele, furiosa.
— Quem pediu para você se meter? A vida é minha! Para o carro agora. Eu quero descer!
Augusto nem respondeu. O carro continuou avançando.
Pamela, tomada pela raiva, agarrou a maçaneta e tentou abrir a porta em movimento.
Augusto a puxou de volta com força.
— Olha para você!
A voz dele ficou pesada.
— Você é a herdeira mais velha da família Duarte. Está jogando o próprio nome na lama por causa de um homem.
A frase pareceu atingir algum ponto que ainda estava aberto dentro dela.
Pamela parou. As lágrimas escorreram silenciosamente pelo rosto.
Por alguns segundos, ficou olhando para Augusto sem expressão.
Então soltou uma risada amarga.
— O nome da família...
Sua voz saiu baixa, quase vazia.
— É sempre isso, não é? Aparências. Reputação. O nome dos Duarte.
Ela virou o rosto para a janela.
— Vocês fazem ideia do quanto eu já sofri por causa disso?
Augusto permaneceu em silêncio.
Pamela continuou, agora com as lágrimas caindo sem parar:
— Cinco anos atrás era a mesma coisa. Agora, cinco anos depois, continua igual.
Sua voz foi ficando mais fraca.
— Eu só queria escolher a minha própria felicidade. É pedir demais?
A expressão dura de Augusto escureceu ainda mais.
— Não adianta dizer isso para mim.
Ele desviou os olhos.
— Se quer cobrar alguém, volta para casa e fala com eles.
Pamela já não tinha forças para continuar discutindo.
Depois de chorar, gritar e lutar durante tanto tempo, o corpo finalmente pareceu ceder ao cansaço.
Aos poucos, ela se aquietou.
Então se inclinou e apoiou a cabeça no ombro de Augusto.
Quando voltou a falar, sua voz era tão baixa que quase se perdeu no ruído do carro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...