Lá embaixo, Leandro ergueu os olhos a tempo de ver Larissa desaparecer além da borda.
O corpo inteiro travou.
— Senhorita...!
Ao redor dele, as câmeras mudaram de direção quase no mesmo instante. Lentes se ergueram para o alto, repórteres começaram a falar por cima uns dos outros.
Para a imprensa, qualquer desfecho já transformaria aquela cena na manchete do dia.
No terraço, porém, Arthur não enxergava mais nada além dela.
— Larissa!
A mão dele se fechou com ainda mais força ao redor da dela.
Foi a primeira vez que Larissa viu medo de verdade naquele rosto.
Não preocupação. Não tensão.
Medo. Cru, exposto, impossível de esconder.
Mas seu corpo continuava pendendo para o vazio.
Mais de trinta andares abaixo, o chão parecia distante demais para ser real. Se caísse, não haveria segunda chance.
Larissa sentia o pavor subir, mas se agarrou ao pouco de lucidez que ainda restava.
Arthur também.
— Segura em mim! Não solta! Eu não vou deixar nada acontecer com você.
O esforço deformava sua habitual compostura. O rosto estava vermelho, as veias saltavam no pescoço e nos braços, e os dedos já começavam a ceder sob o peso dela.
Arthur virou a cabeça e gritou:
— Vem ajudar!
Os trabalhadores ainda bloqueavam parte da passagem. Os policiais reagiram imediatamente. Abriram espaço à força, e o oficial, junto com Pedro, conseguiu chegar até a borda.
Os três agarraram Larissa.
Puxaram. Uma vez. Outra.
Até que, enfim, ela voltou para o terraço.
No instante em que recuperou o chão sob os pés, Larissa percebeu a mão de Arthur.
A lateral estava em carne viva, raspada contra o concreto. Sangue marcava os dedos e escorria pela pele.
Seu olhar parou ali por um segundo.
Arthur percebeu. Virou o rosto para ela.
Larissa desviou antes que os olhos dos dois se encontrassem por inteiro.
Não entendia.
Não entendia por que ele correu daquele jeito.
Por que se jogou na beirada sem pensar.
Por que aquele homem, que conseguiu negá-la diante de todos, pareceu tão apavorado diante da possibilidade de perdê-la.
Se Arthur chegasse alguns segundos depois... Larissa não estaria mais ali.
O pensamento finalmente tornou real o que acabou de acontecer. Um arrepio percorreu suas costas.
Ela cruzou os braços, como se assim conseguisse conter o tremor que começava a aparecer.
Arthur notou.
— Está machucada?
Antes mesmo que ela respondesse, tirou o paletó e o colocou sobre seus ombros.
A voz que antes explodiu em desespero agora desceu para um tom baixo, cuidadoso.
— Já passou.
Ele a olhou como se precisasse confirmar com os próprios olhos que ela continuava inteira.
— Você está segura. Não precisa ter medo. Eu estou aqui.
Larissa permaneceu imóvel.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...