Ao olhar para aqueles trabalhadores, Larissa sentiu uma satisfação difícil de explicar.
Talvez fosse justamente esse o sentido de ocupar uma posição como a dela.
Ter poder suficiente para fazer justiça quando alguém precisava ser ouvido. Corrigir aquilo que, por muito tempo, todos preferiram deixar errado.
Naquele instante, sua decisão se tornou ainda mais firme. Ela precisava assumir de verdade o controle do Grupo Moretti.
Arthur permaneceu alguns passos atrás, observando em silêncio.
Larissa estava ali, diante de dezenas de pessoas, segura, luminosa, sem a menor intenção de se curvar.
O canto de seus lábios se moveu quase imperceptivelmente. Nos olhos escuros, passou algo próximo de orgulho.
Pouco depois, a polícia começou a retirar os trabalhadores do terraço.
Leandro subiu contra o fluxo de gente e veio direto até Larissa.
— Senhorita, você está bem? Meu Deus, eu quase morri do coração lá embaixo.
Ele a examinou de cima a baixo, ainda visivelmente abalado.
Larissa riu de leve.
— Estou bem. Só ralei o cotovelo.
Arthur franziu a testa ao vê-la sorrir para Leandro daquele jeito.
Aproximou-se.
— Vamos. Eu levo você ao hospital.
Larissa voltou os olhos para ele.
— Não precisa. Eu vou sozinha.
A recusa foi imediata.
Quando se preparava para sair, porém, seu olhar caiu sobre a mão de Arthur.
A pele do dorso estava raspada em vários pontos. Não parecia grave, mas ainda havia sangue.
Larissa conteve a reação antes que aparecesse no rosto.
Não tinha por que se preocupar.
Repetiu isso para si mesma.
Mesmo assim, aquela ferida existia porque Arthur correu para salvá-la.
Sua voz acabou suavizando um pouco.
— Obrigada pelo que fez hoje.
Fez uma breve pausa.
— E cuida dessa mão. Melhor passar no hospital também.
Então virou-se para ir embora.
O olhar de Arthur se contraiu.
Uma sombra de dor atravessou seus olhos.
Larissa passou por ele com a mesma distância de antes.
Só que mal deu dois passos.
Arthur segurou seu braço.
Ela parou e virou o rosto, surpresa.
Antes que pudesse reclamar, ele virou delicadamente o cotovelo dela, revelando a pele ralada e marcada de sangue.
— Isso está sangrando.
Larissa tentou puxar o braço de volta.
Arthur não deixou.
— Você ficou pendurada na lateral de um prédio. Não vou fingir que um arranhão desses não importa.
Seu tom não admitia discussão.
— Vamos ao hospital. Nós dois.
E, praticamente sem lhe dar espaço para recusar, conduziu Larissa em direção à saída.
Leandro deu um passo para acompanhá-los.
Pedro bloqueou seu caminho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...