Alisa ouviu cada palavra.
E, só pelo jeito como ficou olhando para ele, parecia que metade da dor já passou.
No segundo seguinte, porém, Alisa encontrou o olhar de Larissa.
Cheio de significado.
Ela ajeitou a postura na cama na mesma hora, como se de repente lembrasse que era uma paciente séria e comportada, e puxou um sorriso meio culpado.
Larissa entendeu tudo sem precisar perguntar.
Escondeu a graça nos olhos e voltou-se para Elias.
— Então é melhor dar uma olhada mesmo. Vou aproveitar para visitar meu avô. Deixo vocês trabalhando em paz.
Elias sabia que Samuel estava internado no prédio ao lado e apenas assentiu.
— Claro.
Larissa seguiu pelo corredor.
Elias acompanhou sua figura por alguns instantes e, só depois que ela desapareceu de vista, entrou no quarto.
Parou ao lado da cama de Alisa.
— Onde está doendo agora?
Com as mãos nos bolsos do jaleco, ele parecia ainda mais alto. A pele clara, os traços sóbrios por trás dos óculos de armação prateada, a postura relaxada sem perder a elegância... Elias carregava uma serenidade limpa, quase fresca, como se trouxesse consigo um leve aroma de menta.
Alisa chegou à mesma conclusão de sempre.
Bonito demais.
Ela deixou o rosto desabar numa expressão sofrida e apontou para a perna engessada.
— Aqui ainda... dói. E coça também. Muito.
Piscou para ele, cheia de queixa.
Alisa já tinha traços marcantes por natureza, definidos e intensos. Quando fazia aquela expressão manhosa, porém, a beleza ganhava outro tipo de força sensual, quase provocante.
Se Larissa lembrava uma rosa em plena floração, bonita demais para passar despercebida, Alisa era sol de verão.
Elias, por outro lado, parecia feito de uma matéria completamente diferente. Quieto, contido, difícil de abalar.
Mesmo percebendo que havia grandes chances de Alisa estar apenas procurando assunto para fazê-lo aparecer, ele não demonstrou irritação.
— Vai ter que aguentar. Coceira nessa fase é normal e ninguém consegue eliminar completamente.
Alisa fez uma careta.
— Mas eu quero coçar...
Como Elias não entrou no jogo, ela tratou de continuar:
— Dr. Elias, não existe nenhum truque? Alguma coisa para eu parar de pensar nisso?
Os olhos profundos dele desceram até seu rosto.
Então Elias deu dois passos à frente e se inclinou.
Alisa prendeu a respiração.
Ele ficou perto demais.
Perto o bastante para fazer uma ideia absurda atravessar sua cabeça.
"Vai me beijar?"
O entusiasmo surgiu antes mesmo que conseguisse esconder.
Alisa levantou um pouco o queixo, fechou quase por completo os olhos e esperou, satisfeita.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...