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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 449

Larissa ainda não conseguia esconder a surpresa ao encontrá-lo ali.

Mais do que a visita em si, foi vê-lo cuidando pessoalmente de Samuel que a deixou sem reação. Pela toalha ainda em suas mãos e pela bacia ao lado da cama, Arthur parecia ter acabado de ajudar na higiene do velho.

— Vou guardar isso. Me espera um instante.

Ele reuniu tudo com naturalidade e levou ao banheiro.

Larissa ficou junto à cama, tomada por uma sensação difícil de definir.

Se não fosse por tudo o que aconteceu entre eles, seria difícil para qualquer mulher não se comover diante daquela cena.

Pouco depois, Arthur voltou, ajustando as mangas da camisa.

— O médico disse que conversar bastante com seu avô pode ajudar. Mesmo inconsciente, ouvir vozes familiares pode estimular a recuperação.

— Arthur...

Larissa permaneceu aos pés da cama, os olhos fixos em Samuel.

Arthur interrompeu o movimento das mãos e esperou. Só depois de alguns segundos ergueu o olhar para ela.

— O que foi?

Larissa soltou um suspiro discreto e caminhou em direção à porta.

— Vem aqui fora comigo.

Arthur franziu levemente a testa. Terminou de ajeitar as mangas e demorou um instante antes de acompanhá-la.

No corredor, porém, voltou àquela serenidade de sempre.

— Você está com uma aparência cansada. Está se exigindo demais?

A preocupação em sua voz era genuína.

— Você acabou de assumir o Grupo Moretti. É normal aparecer coisa de todos os lados. Quanto ao seu avô, eu posso deixar alguém de confiança aqui. Não precisa carregar tudo sozinha.

Como sempre, Arthur pensava nos detalhes antes mesmo que ela pedisse.

E isso só tornava tudo pior.

Uma dor abafada se espalhou dentro de Larissa, lenta e persistente.

Ela já estava cansada daquele desgaste sem fim.

Depois de tudo, preferia uma ruptura limpa. Algo definitivo.

Não aquilo.

Arthur aparecendo vez após vez, cuidando dela, cuidando de Samuel, falando com a mesma ternura de antes e obrigando Larissa a encarar, a cada encontro, tudo o que os dois foram e tudo o que não podiam mais ser.

Ela fechou a mão ao lado do corpo.

— Não venha mais.

A expressão de Arthur mudou por um instante.

Mas ele simplesmente ignorou.

— Sempre que puder, vou vir conversar com seu avô. Quanto mais estímulo ele receber, melhor. Talvez isso ajude ele a acordar mais cedo.

Larissa tentou conter a irritação.

Não conseguiu.

— Eu disse para você não vir mais.

Dessa vez, Arthur não teve como fingir que não ouviu.

— Larissa, isso não é hora de agir por impulso.

A voz continuou controlada, mas ganhou firmeza.

— Você não quer que seu avô acorde o quanto antes?

Larissa sustentou seu olhar.

— Eu vou conversar com ele. Vou fazer tudo o que os médicos orientarem.

Seu tom endureceu.

— E já organizei pessoas para cuidar dele. Você não precisa assumir nada aqui.

Arthur ficou em silêncio.

Larissa não recuou.

— Se continuar insistindo em vir e fazer essas coisas, eu transfiro meu avô para outro hospital.

Arthur ficou em silêncio, a testa marcada por uma ruga funda.

Larissa não esperou resposta. Voltou para o quarto sem hesitar e fechou a porta.

Por um instante, Arthur ainda pensou em entrar. No fim, conteve o impulso.

Mas, no segundo seguinte, a porta se abriu outra vez.

— Larissa.

A expressão sombria de Arthur se desfez quase imediatamente, como se ele ainda esperasse que ela tivesse mudado de ideia.

Larissa apareceu com o rosto frio e jogou um paletó em seus braços.

— Leva sua roupa.

E tornou a entrar, fechando a porta diante dele.

Arthur ficou com o paletó nas mãos, sem reação por alguns segundos.

Depois soltou um suspiro e foi embora.

Assim que desceu, o celular tocou.

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