Arthur baixou os olhos por alguns segundos.
Então deu um passo à frente. Quando tornou a encará-la, o pomo de Adão se moveu discretamente, e a voz saiu rouca.
— Naquela noite, eu realmente não tive escolha. Minha intenção era explicar tudo depois, com calma. Só não imaginei que as coisas fossem sair tanto do controle.
A proximidade não suavizou a expressão dele. Pelo contrário. Havia um cansaço pesado em Arthur, uma impotência que Larissa nunca associou àquele homem.
— Me dá um pouco de tempo. Quando eu resolver tudo isso, eu te conto o que quiser saber. Tudo. Pode ser?
Larissa sentiu o peito pesar.
Foi a primeira vez que viu Arthur assim.
Não como o homem que sempre parecia ter uma saída, uma decisão, uma resposta pronta. Mas como alguém que, por algum motivo, também estava encurralado.
— Você não pode me contar agora? — Perguntou, sem alterar o tom.
Arthur permaneceu diante dela, alto e impecável sob a luz amarelada da entrada. As sombras acentuavam os contornos firmes do rosto, mas não escondiam o abatimento que ele já não conseguia disfarçar.
Larissa esperou.
Arthur não respondeu.
Ela entendeu.
— Certo. Já entendi.
Fez uma breve pausa.
— E... obrigada pelo que aconteceu hoje.
Depois se virou e entrou no prédio.
Arthur acompanhou sua figura até as portas se fecharem. A testa se contraiu discretamente, mas ele não foi atrás.
Ficou ali por mais algum tempo.
Só levantou a cabeça quando uma janela no vigésimo andar se acendeu.
Então pegou o celular.
— Mandem todo o material para a delegacia.
Sua voz recuperou a frieza de sempre.
— E façam questão de receber Melissa como ela merece.
...
Na manhã seguinte, depois de terminar os documentos mais urgentes, Larissa recebeu de Leandro o levantamento sobre o vice-diretor do hospital.
Dr. Eduardo Vilela.
O nome aparecia com clareza nos registros: cinco anos antes, foi ele o médico responsável diretamente pelo tratamento de Manuel.
Pouco depois da morte dele, Eduardo recebeu uma promoção incomum para médico-chefe. A ascensão continuou rápida e, alguns anos mais tarde, chegou ao cargo de vice-diretor que ocupava hoje.
Larissa percorreu a cronologia com atenção.
O primeiro prontuário eletrônico de Manuel, registrado logo após a internação, já não existia no sistema.
Foi apagado.
Mas, se Eduardo realmente recebeu dinheiro para adulterar os registros, Larissa duvidava que um homem disposto a correr aquele risco confiasse apenas na palavra de quem o comprou.
Gente assim costumava guardar alguma coisa para se proteger.
Ela fechou a pasta e olhou para Leandro.
— Continua seguindo os passos dele. Quero saber com quem se encontra, para onde vai e com quem mantém contato fora do hospital.
Leandro assentiu.
Larissa tocou de leve a capa do arquivo, pensativa.
— Ninguém sobe tão rápido assim sem acumular alguns favores pelo caminho.
Seu olhar esfriou.
— Talvez o Dr. Eduardo tenha guardado mais do que deveria.
Leandro entendeu na hora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...