A porta do banheiro se abriu de repente.
Arthur entrou às pressas e, ao encontrar Larissa encolhida no chão, foi direto até ela. Se ajoelhou à sua frente e a puxou para os braços, apertando-a contra o peito.
Larissa se agarrou a ele como quem finalmente encontrava apoio depois de tempo demais se debatendo sozinha.
Os dedos se fecharam com força no braço de Arthur.
— Arthur... dói tanto.
As palavras saíam quebradas pelos soluços.
— Eu sinto tanta falta da minha mãe...
Ela ergueu o rosto, já molhado de lágrimas.
— Eu não estou aguentando... parece que eu vou morrer.
A cada frase, o choro ficava mais desesperado. Não havia mais defesa, nem orgulho, nem esforço para parecer forte. Naquele momento, Larissa chorava como a menina que perdeu a mãe cedo demais e nunca conseguiu se despedir de verdade.
Arthur abaixou o rosto e deixou um beijo demorado em seus cabelos.
— Então chora. Não segura mais.
Sua mão percorria as costas dela com cuidado.
— Coloca tudo pra fora. Eu estou aqui.
Ouvir aquele choro tão perto fazia o peito dele doer de um jeito quase físico. Se pudesse arrancar aquela lembrança dela e carregar sozinho, faria sem hesitar.
Larissa chorou por muito tempo.
Arthur se lembrou inevitavelmente de outra noite, anos antes, quando ela também se agarrou a ele e disse, entre lágrimas, que acreditava ter causado a morte da própria mãe.
Desde então, aquela cena nunca saiu de sua memória.
Foi justamente por saber até onde essa culpa podia arrastá-la que ele tentou manter a verdade longe dela.
Só não imaginou que Pamela transformaria a ferida mais profunda de Larissa numa arma.
Muito tempo depois, o choro finalmente começou a ceder.
Larissa respirou fundo algumas vezes antes de se afastar devagar. Os olhos estavam inchados e vermelhos, o rosto ainda marcado pelas lágrimas, mas já havia um pouco mais de presença em seu olhar.
— Eu estou bem agora.
Arthur não se convenceu.
— Tem certeza?
Continuava ajoelhado diante dela, na mesma posição que manteve durante todo aquele tempo, observando seu rosto como se procurasse qualquer sinal de que ela pudesse desmoronar outra vez.
Larissa fungou e assentiu.
— Tenho. Você pode sair. Eu quero tomar banho.
A tristeza ainda pesava em suas feições, mas aquele vazio assustador de minutos antes começou a recuar.
Arthur só então relaxou um pouco.
Ergueu a mão e passou os dedos de leve por seus cabelos.
— Então não chora mais, tá? Eu vou ficar lá fora esperando você.
Larissa ergueu os olhos para ele.
Diante daquele cuidado, a frieza que vinha sustentando dentro de si cedeu um pouco.
Ela assentiu e forçou um sorriso pequeno, amargo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...