Larissa ficou algum tempo em silêncio, observando Arthur dormir à beira da cama.
As lembranças dos últimos dias se acumularam de uma vez, e sua garganta voltou a arder.
Ela acreditou que Arthur simplesmente não se importou. Que, naquela noite, escolheu ignorar o que ela sentia e a deixou enfrentar tudo sozinha.
Mas agora descobria que ele fez aquilo justamente por ela.
A constatação não trouxe alívio.
Só doeu ainda mais.
Desde o dia anterior, parecia que uma coisa após a outra vinha arrancando dela qualquer chance de se recompor.
A verdade sobre Heloísa, o silêncio de Arthur, Samuel ainda inconsciente... tudo chegou rápido demais.
Larissa franziu a testa.
A dor de cabeça voltou forte.
— Larissa, o que foi? Ainda está passando mal?
O pequeno movimento dela despertou Arthur. Ele levantou a cabeça de imediato e, ao perceber sua expressão, já se preparou para sair.
— Vou chamar o médico.
— Não precisa.
Larissa ergueu os olhos.
Estavam avermelhados, marcados pela noite anterior. Arthur sentiu o peito apertar ao encontrar aquele olhar.
Tentou suavizar a voz.
— Se ainda estiver sentindo alguma coisa, me fala. Não tenta aguentar sozinha.
Larissa baixou os olhos.
— Eu quero ir para casa.
A voz saiu tão baixa que quase se perdeu no quarto.
Arthur hesitou.
— Ontem você passou muito mal. Talvez seja melhor ficar mais um pouco em observação.
Ela balançou a cabeça.
— Não. Quero ir para casa.
Arthur a conhecia bem.
Talvez, logo depois de terminar com Ciro, ainda conseguisse convencê-la a recuar em certas decisões. Agora, não mais.
Larissa aprendeu a escolher por si mesma.
E ele sabia que insistir só a faria se fechar ainda mais.
A expressão dele se suavizou.
— Tudo bem.
Arthur falou primeiro com Elias. Depois de confirmar que Larissa podia continuar a recuperação em casa, providenciou a alta e a levou de volta ao Serenora.
Durante o caminho, ela permaneceu no banco do passageiro, voltada para a janela, sem vontade de conversar.
Arthur também não tentou forçar nada.
Naquele momento, qualquer cuidado precisava caber no espaço que ela permitisse. Por isso, dirigiu em silêncio, atento a cada pequeno movimento dela, sem fazer perguntas.
Quando chegaram, Larissa ficou alguns segundos sentada antes de abrir a porta.
Então olhou para ele.
Seus olhos estavam calmos, mas apagados pelo cansaço.
— Eu já estou bem. Pode ir embora.
Quando Larissa tentou fechar a porta, uma mão segurou a lateral antes que ela conseguisse.
Arthur permaneceu do lado de fora, sem esconder a preocupação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...