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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 468

Larissa ficou algum tempo em silêncio, observando Arthur dormir à beira da cama.

As lembranças dos últimos dias se acumularam de uma vez, e sua garganta voltou a arder.

Ela acreditou que Arthur simplesmente não se importou. Que, naquela noite, escolheu ignorar o que ela sentia e a deixou enfrentar tudo sozinha.

Mas agora descobria que ele fez aquilo justamente por ela.

A constatação não trouxe alívio.

Só doeu ainda mais.

Desde o dia anterior, parecia que uma coisa após a outra vinha arrancando dela qualquer chance de se recompor.

A verdade sobre Heloísa, o silêncio de Arthur, Samuel ainda inconsciente... tudo chegou rápido demais.

Larissa franziu a testa.

A dor de cabeça voltou forte.

— Larissa, o que foi? Ainda está passando mal?

O pequeno movimento dela despertou Arthur. Ele levantou a cabeça de imediato e, ao perceber sua expressão, já se preparou para sair.

— Vou chamar o médico.

— Não precisa.

Larissa ergueu os olhos.

Estavam avermelhados, marcados pela noite anterior. Arthur sentiu o peito apertar ao encontrar aquele olhar.

Tentou suavizar a voz.

— Se ainda estiver sentindo alguma coisa, me fala. Não tenta aguentar sozinha.

Larissa baixou os olhos.

— Eu quero ir para casa.

A voz saiu tão baixa que quase se perdeu no quarto.

Arthur hesitou.

— Ontem você passou muito mal. Talvez seja melhor ficar mais um pouco em observação.

Ela balançou a cabeça.

— Não. Quero ir para casa.

Arthur a conhecia bem.

Talvez, logo depois de terminar com Ciro, ainda conseguisse convencê-la a recuar em certas decisões. Agora, não mais.

Larissa aprendeu a escolher por si mesma.

E ele sabia que insistir só a faria se fechar ainda mais.

A expressão dele se suavizou.

— Tudo bem.

Arthur falou primeiro com Elias. Depois de confirmar que Larissa podia continuar a recuperação em casa, providenciou a alta e a levou de volta ao Serenora.

Durante o caminho, ela permaneceu no banco do passageiro, voltada para a janela, sem vontade de conversar.

Arthur também não tentou forçar nada.

Naquele momento, qualquer cuidado precisava caber no espaço que ela permitisse. Por isso, dirigiu em silêncio, atento a cada pequeno movimento dela, sem fazer perguntas.

Quando chegaram, Larissa ficou alguns segundos sentada antes de abrir a porta.

Então olhou para ele.

Seus olhos estavam calmos, mas apagados pelo cansaço.

— Eu já estou bem. Pode ir embora.

Quando Larissa tentou fechar a porta, uma mão segurou a lateral antes que ela conseguisse.

Arthur permaneceu do lado de fora, sem esconder a preocupação.

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