Larissa nunca viu Arthur daquele jeito.
O homem que de fato comandava os Vasconcelos sempre pareceu senhor de si, sereno até nos momentos mais difíceis, capaz de mover pessoas e interesses sem deixar transparecer esforço. Era fácil acreditar que nada escapava de seu controle.
Mas, diante dela, pela primeira vez, Larissa viu algo diferente.
Impotência.
Seus lábios se entreabriram, mas nenhuma resposta veio.
As palavras de Alisa abriram uma fresta em sua cabeça, sim. Ainda assim, perdão era outra coisa.
Samuel continuava inconsciente no hospital. Ninguém sabia quando acordaria.
Arthur quebrou o silêncio:
— Larissa, enquanto seu avô estiver assim, eu só quero que me dê uma chance de ficar ao seu lado e enfrentar tudo isso com você.
A voz ainda carregava aquela rouquidão contida.
— Quando ele acordar, qualquer que seja a decisão que você tomar sobre o nosso casamento... eu vou respeitar.
Arthur falava baixo, mas havia um peso incomum em cada palavra. A contenção em seus olhos escuros quase doía de ver. Pela primeira vez, toda aquela força que costumava ocupar o ambiente parecia recolhida para dentro dele.
Larissa ficou olhando por alguns segundos.
Então perguntou:
— Se pudesse voltar àquela noite... faria a mesma coisa?
Arthur nem precisou pensar.
— Faria.
A resposta veio firme.
Larissa sentiu o peito estremecer.
Arthur sabia exatamente o que aquela escolha significou.
Naquela época, ela ainda começava a se reconstruir depois de cinco anos presa a Ciro. Recuperou parte da confiança, aprendeu a se colocar de pé outra vez, mas Arthur conhecia as rachaduras que ainda existiam por baixo daquela aparência forte.
E conhecia, principalmente, o tamanho da culpa que ela carregava pela morte da mãe.
Ele nunca esqueceu a vez em que Larissa desabou diante dele, chorando até quase perder os sentidos, repetindo que matou Heloísa.
Nem esqueceu o que aconteceu dez anos atrás.
Pouco depois da morte da mãe, Larissa se jogou no Lago Nico.
Por isso, se o tempo voltasse e Pamela tornasse a ameaçá-la com aquela verdade, Arthur escolheria protegê-la outra vez.
Mesmo sabendo o preço.
Os cílios de Larissa estremeceram.
Ela baixou os olhos por alguns segundos.
Quando tornou a encará-lo, disse apenas:
— Tá bom.
Arthur ficou imóvel.
Ela aceitou.
Na verdade, desde o instante em que descobriu toda a verdade, alguma coisa dentro dela já não conseguia mais odiá-lo.
Ainda havia dor. Ainda havia Samuel no hospital. Ainda havia consequências que nenhum dos dois podia apagar.
Mas Larissa também sabia que, se passasse a odiar alguém que sempre a tratou com sinceridade só porque uma decisão tomada para protegê-la terminou mal, então a vida seria reduzida a uma conta fria de culpa e inocência.
E talvez as pessoas fossem mais complicadas do que isso.
Arthur a fitou, atônito.
— Você... aceitou?
A surpresa em seu rosto era quase comovente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...