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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 483

Larissa virou o rosto na direção da voz, surpresa.

E, como imaginou, Augusto estava ali. A menos de um metro atrás de Arthur.

Alto, largo de ombros, com aquela presença agressiva que parecia ocupar espaço antes mesmo de ele se aproximar, Augusto avançou até a mesa.

Larissa não se deixou intimidar.

— Que novidade. Sr. Augusto bebendo a essa hora do dia?

A resposta veio afiada o bastante para arrancar dele um arquejo de sobrancelha.

— Eu estava mais longe, ouvi a Srta. Larissa falando meu nome e achei que ainda não conseguia me tirar da cabeça.

Um sorriso enviesado apareceu em seu rosto de linhas duras, trazendo de volta aquela provocação quase indecente que sempre deixava Larissa desconfortável.

Ela sequer teve tempo de responder.

Arthur já olhava para Augusto.

A mudança em seu rosto foi instantânea.

A frieza se fechou em torno de seus traços, e algo perigosamente territorial surgiu em seus olhos.

— Se o Sr. Augusto está tão carente assim, eu posso pagar uma noite pra você se divertir na rua de trás.

O sarcasmo veio sem qualquer verniz.

Em Aurimare, todo mundo sabia o que funcionava por trás das fachadas discretas dos prédios antigos daquela região: quartos alugados por hora, mulheres ou homens recebendo clientes longe dos olhos da polícia, negócios que só diminuíram depois das operações recentes.

Mandar o herdeiro dos Duarte procurar diversão ali não era brincadeira.

Era insulto.

Um brilho frio atravessou os olhos de Augusto.

Ele soltou uma risada curta, sem humor.

— Interessante. Agora o Sr. Arthur resolveu bancar o herói.

Seu olhar passou por Larissa antes de voltar a Arthur.

— Devia ter lembrado disso antes.

O desprezo naquelas palavras escureceu o rosto de Arthur.

Ainda sentado, ele precisou erguer o olhar para encarar Augusto, que permanecia de pé diante da mesa. Nem por isso sua presença perdeu força.

Se Augusto lembrava uma muralha prestes a avançar, Arthur tinha a quietude de quem não precisava se mover para deixar claro que não cederia.

— Se a família Duarte não sabe controlar os próprios membros, eu não me importo de fazer esse favor.

A voz dele permaneceu calma.

Calma demais.

Então Arthur inclinou levemente a cabeça.

— Aliás... estão satisfeitos com o que saiu na internet?

Um vestígio de frieza apareceu em seus lábios.

— Ou querem que eu publique mais algumas coisas?

Larissa observou os dois em silêncio.

A tensão entre eles já não parecia simples provocação. Havia poder, orgulho e ameaça circulando por aquela mesa, cada palavra empurrando a próxima um pouco mais perto do limite.

Suas sobrancelhas se franziram.

Aquilo... já não era praticamente uma declaração de guerra?

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