Por um bom tempo, Arthur não disse nada.
Quando finalmente falou, a voz saiu baixa, um pouco rouca:
— Meu avô comentou que amanhã é a Festa da Lua. Ele queria saber se você aceita jantar na mansão.
Larissa permaneceu em silêncio.
Arthur continuou:
— O neurologista de quem falei também vai estar lá. Meu avô achou que seria uma boa oportunidade para apresentar vocês.
Talvez por receio de que ela interpretasse mal, acrescentou quase de imediato:
— Mas não existe condição nenhuma por trás disso. Ele só quer jantar com você.
Larissa hesitou por alguns segundos.
— Tudo bem. Amanhã eu vou.
Henrique sempre a tratou com carinho na família Vasconcelos. Agora ainda se mobilizava para encontrar um especialista que pudesse ajudar Samuel.
E, depois de descobrir o verdadeiro motivo das escolhas de Arthur, Larissa também já não conseguia alimentar o ressentimento de antes.
Ainda não estava pronta para perdoá-lo. Mas odiá-lo também deixou de fazer sentido.
A alegria apareceu no rosto de Arthur antes que ele conseguisse contê-la.
— Então amanhã de manhã eu passo no Serenora pra buscar você.
— Não precisa. Eu vou dirigindo.
A recusa veio tranquila.
Sua atitude em relação a ele mudou, mas Larissa ainda não queria diminuir depressa demais a distância que existia entre os dois.
Arthur, porém, insistiu:
— Amanhã as ruas vão estar cheias por causa da festa. Melhor você não dirigir.
O tom permanecia gentil, embora carregasse aquela firmeza tão própria dele.
Percebendo a resistência no rosto dela, cedeu um pouco:
— Se não quiser me ver tão cedo, eu mando um motorista. Pode ser?
Larissa quase soltou um suspiro.
Até quando insistia, Arthur agora fazia questão de deixar uma escolha nas mãos dela.
Ainda assim, ela recusou.
— Tenho motorista em casa. Não precisa.
E, antes que ele encontrasse outro argumento, se virou e entrou no quarto de Samuel.
Arthur ficou no corredor, olhando a porta se fechar.
A determinação quase teimosa de Larissa arrancou dele uma risada baixa. Havia mais resignação do que incômodo naquele som.
Pedro, ao lado, assistiu à cena em absoluto silêncio.
O chefe enlouqueceu.
Larissa recusou duas vezes, virou as costas e foi embora.
E Arthur estava ali sorrindo sozinho.
Ainda assim, Pedro se sentiu estranhamente aliviado.
Pelo jeito, os dois finalmente começavam a desfazer o nó entre eles.
No fim, tudo nasceu de uma sucessão cruel de desencontros.
Arthur recuou naquela noite para proteger Larissa. Se Samuel não passasse mal e continuasse inconsciente desde então, talvez a situação nunca chegasse tão longe. Arthur resolveria Pamela, encontraria outra oportunidade e tornaria o casamento público.
Mas a vida não oferecia versões alternativas. O que aconteceu, aconteceu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...